Julho 19th, 2009 Luciano Midlej
Essa é a mais nova promoção do blog Ler Devia Ser Proibido!
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Julho 16th, 2009 Luciano Midlej
Lançado pela editora Rocco - famosa pela publicação dos livros de Harry Potter - esses dois volumes de História das Prisões do Brasil parecem ser um relato interessante de como funcionou e funciona o prisional em nosso país.
Organizados por Clarissa Nunes Maia, Flávio de Sá Neto, Marcos Costa e Marcos Luiz Bretas, são um apanhado de trabalhos monográficos, que trazem pela primeira vez, pesquisas e trabalhos originais produzidos em diversas universidades de todo o país. É uma oportunidade de enriquecer o atual debate sobre um tema muito presente: a violência e (in)segurança pública.

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Julho 15th, 2009 Luciano Midlej
A Companhia das Letras lançou um livro que me pareceu interessante chamado “Purgatório“. Talvez um romance que permita reviver um pouco do que foi a época da ditadura militar na Argentina.
A história do livro é a seguinte: depois de trinta anos de procura e espera, Emilia Dupuy reencontra, num bar de Nova Jersey, seu marido, Simón Cardoso, desaparecido político da ditadura militar argentina, dado como morto. Sem acreditar no que estava acontecendo, ela certifica-se de que é ele mesmo. O mais estranho de tudo: ela percebe que - apesar de 30 anos depois - o marido está exatamente igual ao que era quando o casal foi detido, na província de Tucumán, ou seja, não envelheceu.
O autor Tomás Eloy Martínez recuperar a atmosfera violenta que tomou conta da Argentina depois do golpe de 1976, segundo ele “Naqueles tempos as pessoas desapareciam aos milhares sem nenhuma razão aparente”.
Acho que vale a pena!

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Junho 30th, 2009 Marina Garcia
O livro Travessuras da Menina Má conta uma história de encontros e desencontros entre dois amantes através de quatro décadas, ao mesmo tempo em que traça um panorama de transformações sociais e políticas ocorridas na Europa e na América Latina.
Mario Llosa escreve uma história de amor, um amor moderno, condicionado pelo mundo em que vivemos e que está muito mais próximo da realidade do que os amores românticos da literatura. Uma leitura que me lembrou muito o filme Closer – Perto Demais, justamente pela desmistificação do amor.
Logo no início, conhecemos o jovem Ricardo Somocurcio, nos anos 50, em Lima - Peru, e a estonteante e misteriosa “chilena” Lily. Ricardito se apaixona na mesma hora, mas depois de descobrir que, na verdade, ela é peruana e de origem humilde, ele a perde de vista.
Passa o tempo e o jovem peruano vê realizado o sonho que sempre alimentou: o de viver em Paris, mas ainda assim não consegue esquecê-la.
Ricardo se torna um intérprete da ONU sem grandes ambições, e Lily uma mulher aventureira e manipuladora que vive mudando de nome e de marido conforme as conveniências.
Os dois se reencontram ao longo da vida, em diferentes momentos e em várias cidades do mundo (na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos; e na Madri em transição política dos anos 80).
Lily sempre aparece para tumultuar a vida do seu eterno apaixonado, e Ricardito, o Bom Menino, mesmo sempre prometendo não cair mais em seu joguinho, sempre se deixa seduzir.
Uma paixão arrebatadora, que mexe com os sentimentos do leitor. Uma hora odiamos a menina má, em outras torcemos desesperadamente por ela.
Acho que todas as mulheres gostariam de ter o poder de sedução que possui a menina má e desejariam encontrar o seu bom menino.

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Junho 3rd, 2009 Luciano Midlej
A ameaça da mais grave crise econômica (desde a Depressão de 1929) e a chance ímpar de ver na presidência uma mulher ou um negro fizeram da última eleição presidencial americana, não só a mais marcante dos últimos 50 anos, mas uma oportunidade incrível dessa nação examinar sua própria história. Em O futuro da América, o britânico Simon Schama - londrino, nascido em 1945, atualmente dá aulas na Universidade Columbia, em Nova York, e é produtor e apresentador de documentários sobre história e história da arte para a BBC - contempla isso.
Esse livro captura o ambiente social nas eleições primárias de 2008, quando Hillary e Obama brigavam voto a voto a para ver quem representaria os democratas. Outros momentos e personagens da história americana também são citados no livro (a Guerra Civil, a Grande Depressão, a presidência de Theodore Roosevelt, os períodos de expansão geográfica, direitos civis e outros).
O leitor encontrará também uma abordagem dos traços definidores da cultura americana: a guerra, o fervor, a identidade nacional e a riqueza material. Uma obra que reúne tudo para explicar uma sociedade que há mais de um século é o ator fundamental no destino do mundo inteiro.

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Junho 2nd, 2009 Luciano Midlej
2ª Guerra Mundial. A Inglaterra, em 1942, ainda lutava para manter suas colônias no Oriente. Após um forte e destruidor ataque japonês em 1941, pouca esperança restou aos colonos. Os japoneses ameaçavam a Austrália, dominavam o Pacífico e já beiravam a fronteira da Índia, a joia da coroa, para onde as tropas inglesas haviam recuado. Finalmente, em dezembro, os ingleses lançaram um ataque, conhecido como a ofensiva de Arakan, que durou até maio, e foi um estrondoso fracasso.
A história dos chindits começa em fevereiro de 1942. O livro O menino de Burma, do autor Biyi Bandele, conta uma parte do que foi a guerra, em 1944, entre os japoneses e os leais súditos africanos do Kingi Joji (o rei dos chindits). Bandele é filho de “um menino de Burma”, que cresceu ouvindo as histórias que o pai contava e, na vida adulta resolveu escrever sobre o assunto. Para tal, além de muita pesquisa, ele entrevistou outros ex-combatentes.

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Junho 1st, 2009 Luciano Midlej
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Junho 1st, 2009 Luciano Midlej
Autor de uma das obras mais admiradas da história renascentista, o gênio Michelangelo (1475-1564) tem sua pintura investigada nessa obra interessante. Os Segredos da Capela Sistina é um livro que se propõe a lançar uma nova luz sobre uma série de mensagens cifradas, de caráter religioso e político, presentes na decoração da capela Sistina.

Lá estão os famosos afrescos pintados por Michelangelo para decorar os mais de 1 mil metros quadrados do teto da capela. Escrito por Benjamin Blech e Roy Doliner, esse livro é dirigido ao público em geral e tem um estilo quase que jornalístico. Os autores fazem uma revista na história italiana dos séculos XV e XVI, detalhando uma investigação sobre a trajetória do famoso pintor e escultor, em particular sobre os seus anos de atuação na Florença da família Medici.

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Maio 31st, 2009 Luciano Midlej
O livro do baiano Jorge Amado, escrito na década de 1930, tem como protagonista Antônio Balduíno, um menino pobre que nasceu no morro do Capa-Negro, em Salvador. O romance mostra as diferentes fases de sua vida: começando quando criança vivendo nas ruas, cometendo pequenos delitos, agregado na casa de um comendador, malandro, boxeador, trabalhador nas plantações de fumo, artista de circo e estivador.
Jubiabá foi adaptado para o teatro, cinema, rádio e televisão, e agora foi lançada uma versão em quadrinhos por Spacca, um dos maiores artistas das HQs nacionais.

O cartunista além de estudar profundamente o livro, baseou-se num extenso material sobre livros de arte, de fotos, mapas da cidade e também outras obras do mais famoso escrito baiano - que retratavam a Salvador antiga. O desenhista até viajou para capital baiana, consultando a Fundação Gregório de Matos sobre a Salvador dos anos 20. Todo o projeto levou aproximadamente um ano e meio, entre pesquisas, elaboração do roteiro e desenvolvimento dos personagens e, em sua maior parte (um ano), para desenhar e colorir toda a revista. Você pode conferir o resultado final em Jubiabá de Jorge Amado.

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Maio 31st, 2009 Luciano Midlej
Um dos maiores genocidas do século XX possuía três bibliotecas particulares - em Berlim, Munique e em Obersalzberg, nos Alpes bávaros - com quase 16 mil volumes. Hitler tinha coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller e Kant. Outros livros sobre misticismo racial também despertavam a atenção desse leitor assíduo, que se gabava de ler pelo menos um livro por dia.
O autor Timothy W. Ryback destaca os livros que influenciaram o ditador nazista na escrita de Mein Kampf enquanto esteve preso em Landsberg, depois do frustrada tentativa de assumir o poder em 1923. Além disso, curiosos volumes presenteados por seus bajuladores, trechos assinalados pelo próprio Hitler nos livros ou detalhes até estranhos como a presença física do ditador num fio de cabelo encontrado em meio às páginas envelhecidas.
Foram oito dedicados anos de pesquisa em coleções públicas e particulares nos Estados Unidos e na Europa, que possibilitaram o autor rastrear desde os livros lidos, nas trincheiras da 1ª Grande Guerra, pelo ainda anônimo cabo-mensageiro Hitler, até as últimas leituras consoladoras nos tristes e acuados dias finais no seu bunker, em 1945.
A Biblioteca esquecida de Hitler - Os livros que moldaram a vida do Führer entra para minha lista do livros que tenho que ler em 2009. O trabalho de Ryback foi altamente elogiado por Ian Kershaw, o maior especialista em Adolf Hitler da atualidade.


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