Uma história de amor. E essa eu indico.
Sabe aqueles romances com capas super cafonas e que você só encontra em banca de revista? (Se não conhece, observe a próxima vez que for a uma banca.) Pois é. Foi essa a impressão que eu tive quando uma tia minha resolveu me indicar “Orgulho e Preconceito“.
Os livros que leio só me chegam nas mãos graças à pesquisa ou indicação. Quando digo pesquisa, me refiro a um interesse particular por um tema ou autor. Quanto à indicação, não é apenas a sugestão de um amigo. Se o Nando Reis disse que Crime e Castigo mudou sua vida - pô! - eu vou querer saber que diabo de livro é esse (Isso de fato aconteceu.). Se o João Moreira Salles dá uma entrevista e cita uma passagem de - sei lá - Os Miseráveis, isso vai me despertar um interesse pelo livro. Pois é. Dizendo assim não parece engraçado, mas minha tia me indicando um livro não me fez correr pra ler a história. Uma reação bem apropriada pra um livro que se chama Orgulho e Preconceito.
Essa novela foi escrita por Jane Austen na Inglaterra do século XIX, e ser escritora não era assim a coisa mais distinta do mundo para uma mulher daqueles tempos. Comecei a ler sem muito entusiasmo e quando me dei conta já estava torcendo pra que acontecesse isso ou aquilo com um dos personagens.
A história gira em torno da família Bennet. Uma família comum do interior da Inglaterra formada pelo Sr. e Sra Bennet e suas cinco filhas. A mais expressiva, Elisabeth, desafia costumes com seu comportamento espirituoso e seu jeito extrovertido. No desenrolar da trama nasce uma história de amor - é claro. Chega à cidade um jovem muito rico. Rapidamente, a Sra.Bennet percebe a chance dada por Deus dela cumprir seu grande objetivo na vida, casar suas filhas. Acompanhando o jovem aristocrata está outra figura. Um amigo. Sujeito sisudo, esnobe e que desperta em Elisabeth profundo desprezo. Mas como eu disse, é uma história de amor. E como disse minha tia: “(…) é romântica e muito agradável. Vale a pena ler.”.





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