Mate-me Por Favor - Uma História Sem Censura do Punk
Escrita por Legs McNeil e Gilliam McCain, este livro - na verdade “livros”, pois está dividido em dois volumes – conta a história definitiva do Punk. Extremamente esclarecedora, a obra é obrigatória para os fãs de rock n’ roll ou para qualquer um que se interesse pelos movimentos culturais do século passado.

Para a realização do livro, os autores fizeram centenas de entrevistas com os personagens que, naquele tempo e espaço, escreviam a história mesmo sem terem consciência disso. Lou Reed, os integrantes dos Ramones, New York Dolls, Richard Hell, Malcom McLaren, enfim, todas as pessoas chave para o Punk acontecer foram ouvidas – pelo menos as que ainda não haviam morrido.
A narrativa da obra é toda construída em cima de depoimentos, de modo que torna a leitura muito mais leve. Traçando um paralelo nada Punk, é como se você estivesse lendo a editoria de frases da Veja, só que aqui cada depoimento dá continuidade ao que o entrevistado anterior disse, amarrando todo o conteúdo de uma forma eficiente. É como um documentário no qual não há um narrador externo, só a costura dos depoimentos das fontes.
Quanto ao tema do produto, alguém até pode dizer que a história do Punk já foi contada e recontada, sendo este livro mais um entre tantos.Não é! Este livro é “o” um entre tantos. A história todos já sabemos, mas as (es)histórias são de arrepiar os cabelos até dos mais chegados à escatologia. Não vou contar nada do livro para não estragar a “surpresa”, mas posso dizer que nunca mais ouvi um disco do Lou Reed ou o baixo do Dee Dee Ramone da mesma forma que antes. Sem contar as “travessuras” do Iggy Pop – aliás, esse cara é tão highlander quanto o Keith Richards.
Enfim, uma excelente aquisição. Leitura agradável, rápida, curta e grossa – como todo bom punk que se preze. Talvez a obra mais reveladora sobre o (sub)mundo do sexo, drogas e rock n’ roll, aqui elevados à décima potência. E o preço é ótimo também: o Volume I sai por 18 reais aqui e o Volume II sai por 17 reais aqui.
Hey Ho, let’s Go!






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