Emoção, coragem, lealdade e honra num romance de tirar o fólego!
Quando apareceu na mídia pela primeira vez, despertou meu interesse em ler o livro, e a cada página que eu o devorava, ele me devorava também. Eu não podia simplesmente viajar e deixar a leitura para mais tarde, não podia ir à praia e parar algumas horas de ler. O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini, me consumia e me emocionava a cada virada de página.
O romance conta a história de uma amizade entre duas crianças no Afeganistão, Amir e Hassan. O primeiro é rico, educado, a mãe morre ao dar a luz e por isso sente-se rejeitado pelo pai, assim procura constantemente sua aprovação. Hassan é filho do empregado, é de etnia diferente e descriminada no país, não sabe ler nem escrever, mas possui coragem digna de herói e respeito e adoração pelos seus patrões.
No início do romance, essa amizade é ressaltada pelos campeonatos de pipas (Amir controla a Pipa e Hassan é o caçador), pelas leituras juntos – os Sutãos de Cabul – pelas idas ao cinema ver repetidamente o mesmo filme e, principalmente, pela superação do preconceito, já que a sociedade não aceitava com bons olhos a amizade entre grupos étnicos e classes sociais diferentes. Neste caso, Hassan sempre defendia bravamente Amir.
O grande acontecimento do livro, e o divisor de águas dessa amizade, ocorre no Campeonato Anual de Pipas. Amir ganha o campeonato e conquista o tão esperado reconhecimento de seu pai. Contudo, Hassan tentar caçar a última pipa como prêmio para seu amigo (“Por você, faria isso mil vezes”) e acaba sendo brutalmente violentado pelos meninos chefiados por Assef, filho de uma respeitada família afegã. (Nesse momento da leitura, tive de dar uma pausada para respirar enquanto lágrimas corriam pela minha face. Impressionante como a lealdade de Hassan era maior do que seu próprio medo e sofrimento.)
No entando, Amir viu o que estava acontecendo e teve a oportunidade de retribuir toda as vezes em que fora defendido por Hassan, teve a oportunidade de mostrar sua amizade por seu amigo. Mas lhe faltou coragem e acabou vendo a cena, calado, sem interferir, e apenas procurou esquecer o fato.
Seria bom se pudéssemos esquecer as coisas assim… Mas Amir não conseguiu, e todo o peso e a culpa que ele passou a sentir por não ter feito nada para impedir Assef, levou seu relacionamento com Hassan ao fim.
Ao ler o que se sucede nos desperta raiva e desprezo por Amir, que por não conseguir mais encarar Hassan, acaba criando um jeito de não tê-lo mais por perto, e foi da pior forma possível. Amir tenta acusar Hassan de roubo e mesmo sendo inocente, Hassan prova mais uma vez sua grandeza e seu amor por essa amizade, assumindo o crime, apenas por entender que era a vontade de Amir.
Quando o Afeganistão é invadido pelos soviéticos, Amir foge para os Estados Unidos com seu pai, que na viagem, ainda que sem saber o que se sucedera entre os meninos, dá uma lição sobre coragem, dignidade e honra.
Passam-se vinte anos e Amir tenta refazer sua vida, se forma, se casa, escreve um livro mas o passado que ele tentava esquecer o chama de volta à sua terra natal. O melhor amigo de seu pai, Rahim Khan, no fim de sua vida, telefona a Amir e pede que ele regresse ao Afeganistão, para acertar contas com o passado e se redmir, então, da culpa que carrega até hoje.
Não quero contar aqui o final do livro, para não estragar a emoção dos que ainda não o leram, por isso vou parando por aqui… Mas prometo que ainda tem muita emoção por vir. O livro foi um sucesso e vendeu milhares de exemplares no mundo inteiro. Resultado: Virou filme! Foi parar no cinema. O filme é muito bom também, me emocionou, vale a pena assistir. Mas não deixem, em hipótese alguma, de ler o livro. Ele é completo. Me deixou, quando acabei de ler, com aquela sensação de quero mais, de que a história não podia acabar ali…

Junho 3rd, 2008 at 08:13
Mari!!!esta semana eu andava as buscas de um novo livro p/ minha leitura, interessante q minhas energias de busca olhavam mesmo era pra este O Caçador de Pipas, mas com um pouco de falta de tempo ñ o toquei e agora depois de sua opinião.. ah ñ tenho mais dúvidas.. jaja
Beijos e tenha um maravilhoso dia
Junho 3rd, 2008 at 08:34
Marina, eu ainda não li o livro, li somente algumas resenhas e comentários. Mas a sua resenha deixou-me curioso para tal leitura. Então, aproveitando que sexta é meu aniversário, que tal eu me dar um presente? Você me ajudou a escolher meu presente …
Junho 3rd, 2008 at 08:51
Meminha, mas uma vez fiquei com vontade de ler o livroo…
IUHiuhuihuIUHi
Sim…estou lendo já o Pequeno Príncipe!
Amizade é uma das coisas + importantes que a gente pode ter!
Adorei seu comentário!
Parabéns!
;*
Junho 3rd, 2008 at 10:15
Esse livro é mesmo excelente. Não gosto quando pessoas me dizem que não gostaram e pararam na metade por achar chato, pois a história é fantástica, mesmo que não seja tão dinâmica quanto estamos acostumados hoje em dia.
E o filme foi muito bem adaptado, na minha opinião. Mas sim, o livro ainda é insubstituível!
Junho 3rd, 2008 at 10:39
esse eu não li, só vi o filme e não gostei muito, hehehe. acho que não é meu tipo de literatura mesmo, nem de cinema!
:*
Junho 3rd, 2008 at 12:17
Memaa, vc contou o livro todoo praticamente!
Mas ainda sim, vale apena pra quem não leu… das mais belas lições também…
Já leu A menina que roubava livros? Se não, leia, quero ver sua opinião sobre ele!
=*
Junho 3rd, 2008 at 12:41
olha gabi, que fiz um grande esforço para parar de escrever sobre o final…
Quanto a sua dica, estou lendo e amando o livro!
Assim que terminar, vou escrever aqui sobre ele, pode deixar!
Junho 3rd, 2008 at 12:58
Olá Marina,
Já li o livro, é muito bom!!! E também assistir o filme que é fiel ao livro. Gostei do seu comentário incentiva a fazer uma boa leitura!!! Parabéns!!!
Bjs
Junho 4th, 2008 at 13:17
Sec adorei seu comentário sobre o livro… n sou muito de ler livros, mas do jeito que vc comenta sobre eles, dá uma vontade enorme de ler… Comecei a ler “A menina que roubava livros” mas parei pq to estudando pra faculdade, mas quando tiver tempo, vou ler novamente! Quero saber sua opinião sobre ele dps! Te amo, bjsssssss
Junho 4th, 2008 at 22:24
Marina, vc está + uma vez de parabéns! Seu texto está perfeito, já li o livro, é fantástico. Sugiro que leia também “Cidade do Sol”, é excelente.
Continue escrevendo, o mundo precisa de pessoas como vc, que dá valor a leitura. Tenho certeza que terei um livro autografado por vc! Conte sempre comigo! Beijos
Junho 6th, 2008 at 14:11
Marina, minha querida!!!
Eu li o livro, passei para minha filha , minha norinha e agora para um amigo.
Adorei e estou passando para que todos possam ler, pois pra mim: livro é para circular!!
Só não vi o filme, mas pretendo ver logo, até para fazer uma comparação de tudo que imaguinei durante minha leitura.
Estou muito orgulhOoa de ti, continue.
Sua tia
Sonia
Junho 20th, 2008 at 13:34
Olá Marina.
Primeiro, você contou coisas importantes à história, o que pode minimizar a apreciação do livro. Outra coisa: tente ser menos passional, ou então assuma a pacionalidade mas explique os motivos.
terceiro, o livro não é bom. Não, não é chato, na verdade ele é bem rápido de ler (li num dia), muito simples estruturalmente, mas é repleto de pieguices e obviedades. Na verdade, dá quase pra adivinhar o livro inteiro sem lê-lo, o que é, além de frustrante, o que mais acontece hoje em dia, principalmente com esses best sellers americanos (ou feitos na américa).
Diferente dos comentários que você fez de outros livros, por exemplo.
beijos
Junho 20th, 2008 at 14:19
oi Daniel.
Recebi algums críticas a respeito de contar partes importantes do livro, como você falou e estou tentando me atentar a isso para os próximos textos.
O que foi publicado ontem, por exemplo, já evitei contar partes importantes da história, para que não percam o interesse de ler o livro!
Obrigada pela dica, estarei sempre me atentando a isso.
Beijos
Julho 7th, 2008 at 12:01
[…] Hosseini acerta mais uma vez ao escrever o segundo livro, A Cidade do Sol. Se no primeiro livro, O Caçador de Pipas, ele abordou o universo masculino, agora Hosseini volta os olhos para as mulheres. Talvez seja por […]