O Carteiro e o Poeta
O Carteiro e o Poeta, de Antônio Skármeta é um romance que narra uma linda e inusitada amizade entre um carteiro e o poeta Pablo Neruda. Na verdade, o livro acaba sendo uma espécie de biografia, ensaio, diário e romance, já que o próprio autor fala que ”Concretamente, devo a Neruda a perda da minha inocência”, num dos muitos momentos em que expressa sua admiração pelo poeta.
Mário Jimenez é um jovem morador da Ilha Negra, litoral do Chile, filho de um pobre pescador, mas que desde cedo demonstra sua inaptidão para esse tipo de trabalho, para dissabor de seu pai. Contudo, apaixonado por filmes, é o único morador letrado da ilha, e por isso, um dia toma a iniciativa de se oferecer para carteiro de sua localidade. Numa ilhota, povoada por pescadores analfabetos, o único cliente de Mário é o famoso poeta, que recebe uma enorme quantidade de cartas diariamente.
A relação entre os dois começa, por insistência de Mário, devido a uma admiração curiosa e pela insistência de que Neruda lhe dedique um livro. Com o decorrer do tempo, a interação entre os dois vai aumentando à medida que o poeta passa a dar conselhos amorosos e sobre a arte poética para que o jovem conquiste a mulher por quem é apaixonado.
Em minha opinião, há dois grandes momentos no livro. Quando Neruda explica ao carteiro o que é uma metáfora, e ao fazer isso, convida os leitores a ver poesia, beleza e, acima de tudo metáforas, em todos os lugares, até mesmo nos mais simples detalhes da vida. E, principalmente, quando Neruda pede ao amigo que grave os sons da ilha, para que o poeta mate a saudade durante sua estada na França. “Preciso desesperadamente de algo, nem que seja o fantasma da minha casa. A minha saúde não anda nada bem. Sinto falta do mar. Sinto falta dos pássaros. Mande para mim os sons da minha casa.”
É um livro belíssimo que fala sobre o amor e, principalmente, sobre a amizade. “O Carteiro e o Poeta” agrada pela sutileza das palavras e pela beleza da história. Vale a pena ler e a compreender o mundo com outros olhos, olhos cheios de poesia.
Para quem gosta de cinema, foi lançado em 1994 o filme nos cinemas. Não assisti, mas soube que é muito bom também.

Junho 19th, 2008 at 13:46
Pelo visto eu vou ter que comprar esse livro!
hahahahahahahaha
Se ele for tudo isso que você falou .. ele realmente é muito bom Mema! =)
Acho que não vai dar pra ficar lendo esses comentários não .. vou comprar o livro que você comentar todas as vezes!
Parabéns.
x;*
Junho 19th, 2008 at 20:17
Êeeeee meu amor espalhando a arte da leitura para todos… hihihihihi
Bonito texto amor, bem estruturado e claro ! Se vc tiver em casa, eu vou pegar pra mim, obs: Depois que eu terminar o pequeno principe, to devendo ainda… ihihiih
TE AMO…
Parabéns !
Junho 20th, 2008 at 10:31
eu sempre pulo as partes dos ‘grandes momentos’ pra não estragar a surpresa, haha. sempre tive vontade de ver o filme, mas acho que vou aproveitar e fazer melhor: vou ler o livro. você tem pra emprestar?
Junho 20th, 2008 at 10:42
Bom dia!
Manu, levo o livro para você nesse nosso encontro agora! Você vai adorar!
Quanto a pular as partes dos grandes momentos, tomei um grande cuidado para não relatar, dessa vez, acontecimentos marcantes da história…
Beijão!
Junho 20th, 2008 at 14:57
Boa Tarde.
Sou nova aqui!
Eu assisti o filme e realmente é muito bom.
Junho 20th, 2008 at 15:25
Báh Marina pelo jeito nos afinamos no gosto pela leitura rsrsr, já li O Carteiro e o poeta e é mesmo magnífico, uma indicação preciosa! Teu texto retrata muito bem a singeliza do livro. Parabéns!
O filme também é bom, mas eu sempre prefiro o livro rsrsrsrsrsrsr…
estrelinhas coloridas
Junho 20th, 2008 at 15:34
Olá!
Gostaria de registrar aqui a beleza desse livro, é simplesmente fantástico.O filme também, é muito fiel aos detalhes do livro.Mas considero a trilha sonora o grande espetáculo do filme.
Assim, gostaria de perguntar ao autor, que se não me falha a memória, o filme se passa no sul da Itália não? a amada Beatrice é italianíssima!Neruda foi exilado na Itália pelos perseguidores do comunismo.Ele de fato morava em Isla Negra, uma de suas 3 casas no Chile.
Um abraço e parabéns pela iniciativa.
Junho 20th, 2008 at 16:08
Gabi, a idéia é justamente essa! Leia e venha me falar depois o que achou!
Isabel, não assisti ao filme, mas realemente há essa diferença, no filme não retrata onde Neruda mora, e sim ele exilado.
Beijos!
Junho 21st, 2008 at 13:13
Mema, toda vez que leio seus textos fico com vontade de ler. Faz assim, se vc tiver me empresta e depois passo p/meu filhote do coração tá? rs rs
Deve ser super interessente esse livro.
Bjs
Julho 7th, 2008 at 16:12
O filme “O carteiro e o Poeta” é o meu favorito, com certeza. Vi primeiro o filme, a muito tempo, mas claro que logo me interessei em ler o livro. Ao Lê-lo (era a primeira obra do Antônio Skármeta que lia), me deparei com algo um pouco diferente do filme… E gostei.
Pena que livro não tem trilha sonora, pois, se tivesse, seria ótimo ouvir a trilha original do filme ao ler o livro do escritor Chileno. Para mim, é uma obra de arte. Sem dúvida.
Convido todos a visitar o meu site. Obrigado.
http://coceiranacachola.blogspot.com/