Ter livros apenas basta para gostar de ler?
Um debate muito interessante aconteceu na 20ª Bienal do Livro em São Paulo, como o tema “Livros na escola: basta para formar leitores?”. Até que ponto basta possuir livros é suficiente para criar um hábito de leitura nas pessoas e, principalmente, nas crianças?
As escolas deveriam trabalhar melhor o hábito de ler, criando formas de incentivar a leitura e introduzindo nas crianças a vontade pelos livros. Sempre questionei a forma como somos obrigados a ler. Eram livros e mais livros de vestibular - isso estando ainda na sexta ou sétima série na escola. Ora, qual a vontade de ler algo sendo obrigado? Ou sobre a ameaça de ”se você não ler vai ter nota baixa”. Quem nunca ouviu e se chateou com isso?
Leituras alternativas como jornais, revistas, internet também devem ser incentivadas. Com um bom trabalho, o gosto pela leitura pega e passa, com absoluta certeza, para os livros. Os pais terem o hábito de ler também é importante, pois os filhos imitam muitas coisas em casa.
Leia a matéria completa e veja o quanto é importante não tornar o hábito de ler uma obrigação, mas um ato de prazer.





Agosto 20th, 2008 at 10:08
[…] Ter livros apenas basta para gostar de ler? - Até que ponto basta possuir livros é suficiente para criar um hábito de leitura nas pessoas e, principalmente, nas crianças? Eu não tenho uma biblioteca exuberante, não leio trocentos livros por ano e, muito de vez em quando, compro um livro. Mas adoro ler e sei fazer isso com gosto e certa profundidade. […]
Janeiro 22nd, 2009 at 15:51
Posso contar minha experiência com o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, que é o maior escritor do Brasil (na minha opinião empatado com Clarice Lispector). Fui apresentado a ele aos 14 anos, no 1º ano do ensino médio, obviamente eu não entendi nada e parei a leitura. Vários anos depois, peguei o livro, e o li todo, o livro é excelente (tanto que de Machado li mais de 25 contos, Quincas Borba, Memórias Postumas de Brás Cubas, Esaú e Jacó (que é o mais chato e pessimista), li ainda O Alienista. o que eu entendi com tudo isso é que determinadas leituras exigem maturidade intelectual e existencial. Eu não penso que a leitura está desvinculada da vida, muitas vezes - e na medida que o autor é profundo (como Clarice Lispector, Dostoiévski ou Tolstói) isso é mais verdade ainda - sem uma grande experiência existencial não dá pra entender muita coisa num romance. Por isso, eu faço minhas as palavras de Attilio (Roberto Benigni) no filme O Tigre e a Neve, professor de poesia: “Para escrever, vivam, sejam felizes!” Pra ler eu acho que é a mesma coisa!