As bibliotecas de um ditador
Um dos maiores genocidas do século XX possuía três bibliotecas particulares - em Berlim, Munique e em Obersalzberg, nos Alpes bávaros - com quase 16 mil volumes. Hitler tinha coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller e Kant. Outros livros sobre misticismo racial também despertavam a atenção desse leitor assíduo, que se gabava de ler pelo menos um livro por dia.
O autor Timothy W. Ryback destaca os livros que influenciaram o ditador nazista na escrita de Mein Kampf enquanto esteve preso em Landsberg, depois do frustrada tentativa de assumir o poder em 1923. Além disso, curiosos volumes presenteados por seus bajuladores, trechos assinalados pelo próprio Hitler nos livros ou detalhes até estranhos como a presença física do ditador num fio de cabelo encontrado em meio às páginas envelhecidas.
Foram oito dedicados anos de pesquisa em coleções públicas e particulares nos Estados Unidos e na Europa, que possibilitaram o autor rastrear desde os livros lidos, nas trincheiras da 1ª Grande Guerra, pelo ainda anônimo cabo-mensageiro Hitler, até as últimas leituras consoladoras nos tristes e acuados dias finais no seu bunker, em 1945.
A Biblioteca esquecida de Hitler - Os livros que moldaram a vida do Führer entra para minha lista do livros que tenho que ler em 2009. O trabalho de Ryback foi altamente elogiado por Ian Kershaw, o maior especialista em Adolf Hitler da atualidade.






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