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	<title>Comentários sobre: História das prisões no Brasil</title>
	<link>http://www.lerdeviaserproibido.com.br/2009/07/16/historia-das-prisos-no-brasil/</link>
	<description>Site dedicado ao incentivo da leitura.</description>
	<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 19:38:25 +0000</pubDate>
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		<title>Por: C Schlemihl</title>
		<link>http://www.lerdeviaserproibido.com.br/2009/07/16/historia-das-prisos-no-brasil/#comment-4070</link>
		<dc:creator>C Schlemihl</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 15:22:32 +0000</pubDate>
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		<description>Admiro o esforço de vocês, mas sinceramente, sou bastante pessimista. Trata-se de uma causa perdida, infelizmente. Digo isso porque vi - na tv - que está para ser votada a descriminalização da leitura no Brasil. Se o projeto passar, a posse ou uso de um livro será simples contravenção, que dará uma multinha, e olhe lá. 

Vejam como a matéria foi tendenciosa: 

Entrevista de um deputado: 

- É uma tolice acreditar que a prisão é um obstáculo à leitura. Todos os dias vemos denúncias de livros apreendidos nas celas. Um livro pequeno pode entrar escondido dentro de um objeto simples, como uma bolsa ou um fuzil. E a cadeia não recupera ninguém. O meliante fica lá dentro sem ter o que fazer e acaba lendo mais ainda. E pior: os mais velhos acabam mostrando coisa nova para um rapaz que de repente só está lá porque estava folheando uma revista. E esse camarada depois vai sair de lá psicanalista, físico, qualquer miséria dessas - e vai aprontar na rua! 
É uma verdadeira escola! 

Um carcereiro confirma: 

- Eles ficam aí o dia todo com a cara enfiada no papel. O pior é quando começa o blablablá. Eu é que não consigo pregar o olho! e quando sai daqui, vai tudo doido pra ler coisa diferente! - na mesma cena, um preso o interrompe, por trás das grades: "Moça! eu não tinha nada que tá aqui!! Peguei dez anos porque tava com uma “Carta Capital” na mão, mas era só pra abanar!!" O funcionário sorri com desdém e comenta:

- O mais bonzinho aí resolve problema de geometria pra matar o tempo... – e opina:  
- É claro que isso daí não acrescenta em nada pra pessoa, mas prender não adianta. As pessoa que elas têm a mente fraca acaba caindo nisso daí. Precisava é pegar o bandidão que escreve e que muitas vezes tá lá no asfalto.  Resolve mesmo é dar televisão, internet, tipo orkut, tuit pra esse povo desorientado...  




O ideal seria que todo mundo pudesse ter acesso a isso, mas são soluções de longo prazo. Agora, só o rigor da lei pode conter a barbárie.  Mesmo porque eles são organizados, como mostrou a cena de um filme que fez grande sucesso há alguns anos, quando um delinquente é apanhado num morro do Rio e logo confessa que é estudante (alem de bandido, frouxo...) Mas interrogado sobre o paradeiro de João Ubaldo, nega-se a todo custo a falar, sabendo dos castigos que a delação traria. 

E nessa semana, mesmo, oitocentos quilos de filosofia foram apreendidos em S.Paulo. A quadrilha (três alemães, dois gregos e uma nigeriana) admitiu conexões com o cartel de Frankfurt. Os populares vibraram quando um policial arrancou os óculos de um  bandido. Imagino a decepção dessa gente se a lei for aprovada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Admiro o esforço de vocês, mas sinceramente, sou bastante pessimista. Trata-se de uma causa perdida, infelizmente. Digo isso porque vi - na tv - que está para ser votada a descriminalização da leitura no Brasil. Se o projeto passar, a posse ou uso de um livro será simples contravenção, que dará uma multinha, e olhe lá. </p>
<p>Vejam como a matéria foi tendenciosa: </p>
<p>Entrevista de um deputado: </p>
<p>- É uma tolice acreditar que a prisão é um obstáculo à leitura. Todos os dias vemos denúncias de livros apreendidos nas celas. Um livro pequeno pode entrar escondido dentro de um objeto simples, como uma bolsa ou um fuzil. E a cadeia não recupera ninguém. O meliante fica lá dentro sem ter o que fazer e acaba lendo mais ainda. E pior: os mais velhos acabam mostrando coisa nova para um rapaz que de repente só está lá porque estava folheando uma revista. E esse camarada depois vai sair de lá psicanalista, físico, qualquer miséria dessas - e vai aprontar na rua!<br />
É uma verdadeira escola! </p>
<p>Um carcereiro confirma: </p>
<p>- Eles ficam aí o dia todo com a cara enfiada no papel. O pior é quando começa o blablablá. Eu é que não consigo pregar o olho! e quando sai daqui, vai tudo doido pra ler coisa diferente! - na mesma cena, um preso o interrompe, por trás das grades: &#8220;Moça! eu não tinha nada que tá aqui!! Peguei dez anos porque tava com uma “Carta Capital” na mão, mas era só pra abanar!!&#8221; O funcionário sorri com desdém e comenta:</p>
<p>- O mais bonzinho aí resolve problema de geometria pra matar o tempo&#8230; – e opina:<br />
- É claro que isso daí não acrescenta em nada pra pessoa, mas prender não adianta. As pessoa que elas têm a mente fraca acaba caindo nisso daí. Precisava é pegar o bandidão que escreve e que muitas vezes tá lá no asfalto.  Resolve mesmo é dar televisão, internet, tipo orkut, tuit pra esse povo desorientado&#8230;  </p>
<p>O ideal seria que todo mundo pudesse ter acesso a isso, mas são soluções de longo prazo. Agora, só o rigor da lei pode conter a barbárie.  Mesmo porque eles são organizados, como mostrou a cena de um filme que fez grande sucesso há alguns anos, quando um delinquente é apanhado num morro do Rio e logo confessa que é estudante (alem de bandido, frouxo&#8230;) Mas interrogado sobre o paradeiro de João Ubaldo, nega-se a todo custo a falar, sabendo dos castigos que a delação traria. </p>
<p>E nessa semana, mesmo, oitocentos quilos de filosofia foram apreendidos em S.Paulo. A quadrilha (três alemães, dois gregos e uma nigeriana) admitiu conexões com o cartel de Frankfurt. Os populares vibraram quando um policial arrancou os óculos de um  bandido. Imagino a decepção dessa gente se a lei for aprovada.</p>
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