Ler Devia Ser Proibido

Romance na terra do Dragão.

Setembro 19th, 2008 Marina Garcia

Acabei de devorar as páginas do livro A Montanha e o Rio do escritor Da Chen e ainda estou impressionada com a qualidade do texto, com a leveza da escrita e com toda a emoção que pude sentir ao lê-lo.

Um livro que nos prende do início ao fim, numa narrativa emocionante, cheia de amor, mistério, tramas e conflitos.O livro conta a linda e trágica história de dois jovens ligados por laços de sangue, separadas pelo destino e crescendo como completos estranhos. É através saga de cada um deles em busca da sobrevivência e o amor por uma única mulher que a vida deles começa a se cruzar novamente ao passo em que avançamos nos capítulos, conhecendo mais sobre a história da China, e entrando de vez nessa trama. É difícil parar de ler. Assim como os personagens vão ganhando força e têm sede de sobrevivência, temos vontade de ler mais rápido e saber onde vai acabar.

Agora, então, após toda a mídia que a China teve por causa das olimpíadas, é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais sobre sua história e ao mesmo tempo ler um emocionante Romance.

china-capa

Postado em Boa leitura, Curiosidades, Dica | 0 Comentários »

Eu, Sidney Sheldon e meu amor por livros!

Agosto 26th, 2008 Marina Garcia

Eu não podia deixar de falar aqui sobre Sidney Sheldon, meu autor preferido, e um dos grandes responsáveis pelo meu gosto pela leitura. Quando eu tinha ainda 15 / 16 anos li Conte-me seus sonhos, e a partir de então já li muitos outros livros dele.  Foi quando eu realmente passei a ler e comprar livros. Se você queria me agradar, era só me dar um livro dele de presente.

capa2Sidney Sheldon escreve com leveza, envolve o leitor na trama, as histórias são muito bem articuladas, e uma das coisas que eu mais gostava, os protagonistos são em grande maioria mulheres. Em 1969, lançou seu primeiro romance, A Outra Face e a partir daí escreveu diversos outros títulos de sucesso. Sidney Sheldon já vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. É o único escritor que recebeu quatro dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural americana: o Oscar (cinema), o Emmy (tv), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura) de suspense.

Abaixo fiz uma síntese dos livros dele que já li:

A Outra Face - Jud Stevens é um psicanalista que subitamente vê-se envolvido em uma sucessão de assassinatos que precisa desvendar. Entre os suspeitos estão uma atriz decadente e ninfomaníaca, um pai de família com tendências homossexuais, um empresário paranóico e uma jovem misteriosa. Além de uma história envolvente de mistério e suspense, “A outra Face” é um marco: trata-se da obra de estréia de Sidney Sheldon na literatura.

O Outro Lado da Meia-Noite - Conta a vida de duas mulheres Continue lendo »

Postado em Boa leitura, Dica | 4 Comentários »

Os Vagabundos Iluminados - Zen-budismo Beat

Agosto 15th, 2008 Antonio Martins

Parece uma contradição afirmar que pessoas em meio a bebedeiras, orgias, festas e saraus etílicos estão buscando a iluminação e elevação de seus espíritos. Mas os chamados vagabundos do Dharma não viam nenhum problema em guiar suas maltrapilhas existências em função disso.

Os Vagabundos Iluminados narra o encontro do jovem escritor Ray Smith com o fascinante Japhy Rider, um zen-budista estudioso das filosofias espirituais do oriente e praticante de montanhismo. No decorrer da história, a vida simples de Japhy, com pouco dinheiro e muita curtição e contemplação, apresenta a Ray uma nova perspectiva sobre as coisas e sobre a vida. Suas viagens, passeios e conversas retratam a coerência e a sabedoria louca de seus ideais.

O termo beat vem da palavra beatitude, que significa o pleno bem-estar espiritual, e por isso mesmo muitos consideram esse romance como sendo o que melhor retrata a geração beatinik. Os personagens, como não poderia ser diferente, são todos vagabundos que quebram com os padrões estabelecidos mas, desta vez, eles têm um propósito muito claro: a iluminação. A escrita rítmica de Kerouac está no seu auge, com diálogos insanos e narrativas que fluem no compasso quase que da oralidade. Vale a pena conferir o ícone de uma geração no melhor de sua essência.

capa-nova

Postado em Boa leitura | 0 Comentários »

Jogando por pizza

Agosto 2nd, 2008 Luciano Midlej

Não é um dos piores títulos que já encontrei num livro, mas tenho quer ser sincero e dizer que não gostei muito quando o vi pela primeira vez. Acabei comprando esse livro por ser de John Grisham, famoso escritor norte-americano que já teve muitas de suas obras levadas às telas dos cinemas em todo o mundo, como O Cliente e O Dossiê pelicano.

Quando comecei a ler o livro numa viagem de avião para São Paulo - queria passar o tempo, pois tinha escala no RJ -, descobri que o conteúdo do livro era muito melhor do que a capa. Como a viagem levou incríveis 4H30, acabei lendo-o quase todo dentro do avião.

A história é sobre um jogador de futebol americano que numa final de campeonato acaba prejudicando seu time. Depois disso ele não consegue nada dentro do mercado esportivo estadunidense e acaba indo jogar na terra das pizzas: a Itália. Não vou contar mais. Leiam o livro, vale muito a pena. Um texto leve, descontraído e que mostra muitos costumes e comidas dos italianos.

capa-livro-jogando

Postado em Boa leitura | 2 Comentários »

Mais um ótimo livro de Hosseini!

Julho 7th, 2008 Marina Garcia

Khaled Hosseini acerta mais uma vez ao escrever o segundo livro, A Cidade do Sol.
Se no primeiro livro, O Caçador de Pipas, ele abordou o universo masculino, agora Hosseini volta os olhos para as mulheres. Talvez seja por isso que gostei ainda mais que o primeiro.

Mais uma vez ambientando no Afeganistão, o livro narra a vida de duas mulheres, Mariam e Laila, que apesar de terem sido criadas de forma completamente diferente (Mariam é filha de uma criada com um rico proprietário, que não a reconhece perante a sociedade e Laila é filha de um professor que a incentiva a estudar e ter o seu lugar no mundo, não apenas ser esposa e mãe) acabam tendo suas vidas unidas no mesmo drama.

Ao passo que vamos conhecendo a luta dessas duas mulheres, seus temores, dificuldades e a linda relação que pode surgir meio ao caos que lhes rodeia, vamos também conhecendo um pouco mais da história desse país, conhecendo a visão dos afegãos sobre as guerras e invasões que estamos acostumados apenas a ver nos telejornais.

Uma história bela, de leitura fácil e prazerosa. Quem gostou de O Caçador de Pipas não pode deixar de ler.
Assim como o primeiro livro de Hosseini, A Cidade do Sol também vai parar no cinema. Agora é só aguardar a produção, com estréia prevista para 2009.

a cidade do sol

Postado em Boa leitura | 6 Comentários »

Dentes Guardados

Junho 12th, 2008 Camilo Lobo

Bom, aproveitando o gancho da postagem do Lucas e o posterior comentário do Gabriel, vamos falar de outro livro do Daniel Galera: “Dentes Guardados”, um livro de contos lançado pela Livros do Mal que antecede o “Até o dia em que o cão morreu”.

Foi meu primeiro contato com o trabalho do Daniel (obrigado a Gabriel Torres por isso) e fiquei impressionado. Realmente muito interessantes cada uma das histórias, com suas intenções definidas e instigantes. “Matei” o livro em um dia mesmo, afinal não são muitas páginas – vá por mim, esse livro vai prender você.

Pra variar, assim como o outro livro que recomendei (“The Psychedelic Experience”, numa postagem abaixo), esse livro está disponível gratuitamente aqui.

capa

Postado em Boa leitura | 4 Comentários »

Ressurreição

Junho 12th, 2008 Wagner Martins

“Ressurreição” foi uma obra bem recebida pelo público e pela crítica da época. Machado de Assis ainda vivia quando foi lançada sua segunda edição (1905). Nas duas edições ele escreve uma “advertência”. Na primeira advertência Machado escreve: “Não sei o que deva pensar deste livro; ignoro sobretudo o que pensará dele o leitor. A benevolência com que foi recebido um volume de contos e novelas, que há dois anos publiquei, me animou a escrevê-lo. É um ensaio. Vai despretensiosamente às mãos da crítica e do público, que o tratarão com a justiça que merecer” . De ensaio, “Ressurreição” não tem nada, afinal, já nesse primeiro romance estão os traços de sua maneira de escrever definitiva. Na advertência da segunda edição, o escritor escreve apenas: “Este foi o primeiro romance, escrito aí vão muitos anos. Dado em nova edição, não lhe altero a composição nem o estilo, apenas troco dois ou três vocábulos, e faço tais ou quais correções de ortografia. Como outros que vieram depois, e alguns contos e novelas de então, pertence à primeira fase da minha vida literária”.

O enredo do livro é simples, conta a história do Dr. Félix, um solteirão de 36 anos que, apesar de não acreditar no amor, se apaixona por uma viúva, a bela Lívia. O romance é, entretanto, atribulado devido ao temperamento desconfiado e inseguro de Félix.

Em “Ressurreição” o leitor também encontra o artifício narrativo que aparece nos demais textos de Machado: a intimidade do narrador com o leitor. Observe o trecho da página 54: “Aqui podia acabar o romance muito natural e sacramentalmente, casando-se estes dois pares de corações e indo desfrutar a sua lua-de-mel em algum canto ignorado dos homens. Mas para isso, leitor impaciente, era necessário que a filha do coronel e o Dr. Meneses se amassem…”. É, sem dúvida, o Machado que nos encanta e seduz. Leitura imperdível para quem já conhece ou não o escritor.

O final? Só mesmo lendo o livro para descobrir.

Postado em Boa leitura | 1 Comentário »

“Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.”

Junho 10th, 2008 Marina Garcia

Quando comecei a ler A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak, não fazia idéia sobre o que era a história, mas tinha me encantado com o título do livro e queria ler ainda assim.

À medida que eu ia lendo, ficava tão satisfeita e empolgada com a história, com o tema e com a forma da narrativa que não conseguia desgrudar os olhos do livro. Aonde eu ia, leva o livro comigo e cada tempinho livre eu lia mais um pouco do livro. (Se pudesse, tinha lido sem nenhuma interrupção). A pequena Liesel e sua cativante história emocionam do início ao fim, e mesmo sabendo como termina o livro no meio da leitura, a vontade de continuar lendo só faz aumentar.

A Menina que Roubava Livros é narrado nada mais nada menos que pela própria Morte, que se comove com a personagem e sua trajetória, interage com o leitor, e nos faz ver tudo sobre um ponto de vista diferente. Ela leva a história com palavras doces, brinca com a gente, descreve momentos lindos dentro de situações que poderiam ser bem triste. (Nunca pensei que a Morte pudesse ser tão boa, que tivesse um “coração”. A narradora é a Morte que eu gostaria de encontrar quando chegar o meu dia). Continue lendo »

Postado em Boa leitura, Excelentes | 10 Comentários »

Ostra feliz não faz pérola

Junho 3rd, 2008 Wagner Martins

Sou apaixonado por crônicas. Escrevo várias e leio muitas também. Meu cronista preferido? Rubem Alves. Então aproveito este espaço para vos indicar um maravilhoso livro de crônicas desse educador. O nome é: Ostra Feliz não Faz Pérola. É um livro sem começo nem fim, um livro de leitura gostosa, maravilhoso para ler debaixo da sombra de uma árvore, ou ler junto com quem amamos.

São crônicas sobre religião, amor, morte, velhice… Enfim, crônicas sobre nosso cotidiano. É uma maravilhosa oportunidade de conhecer o pensamento desse que é um dos maiores intelectuais do Brasil e também dar-nos uma chance de conhecer outros mundos e quem sabe fazer parte de algo diferente.

Um prato cheio para quem busca conhecer novos pontos de vista sobre a vida.

“Ostras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade.”

Postado em Boa leitura | 4 Comentários »

Emoção, coragem, lealdade e honra num romance de tirar o fólego!

Junho 3rd, 2008 Marina Garcia

Quando apareceu na mídia pela primeira vez, despertou meu interesse em ler o livro, e a cada página que eu o devorava, ele me devorava também. Eu não podia simplesmente viajar e deixar a leitura para mais tarde, não podia ir à praia e parar algumas horas de ler. O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini, me consumia e me emocionava a cada virada de página.

O romance conta a história de uma amizade entre duas crianças no Afeganistão, Amir e Hassan. O primeiro é rico, educado, a mãe morre ao dar a luz e por isso sente-se rejeitado pelo pai, assim procura constantemente sua aprovação. Hassan é filho do empregado, é de etnia diferente e descriminada no país, não sabe ler nem escrever, mas possui coragem digna de herói e respeito e adoração pelos seus patrões.

No início do romance, Continue lendo »

Postado em Boa leitura, Do livro para cinema | 14 Comentários »

« Próximos Posts

BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina

  • PROMOÇÕES

    • Promoção “Por que ler devia ser proibido?”
    • Quem escreve
  • Posts Recentes

    • Images of The Beatles
    • Muito sexo, muita droga e muito rock
    • Estamos de volta!
    • Não é uma simples história de vampiros
    • Romance na terra do Dragão.
    • Resultado da Promoção “Por que ler devia ser proibido?”
  •  Assine o RSS dos Artigos

  • Estante de Livros

  • Comentários Recentes

    • Marina Garcia sobre Não é uma simples história de vampiros
    • tathy sobre Não é uma simples história de vampiros
    • Ana Wiezzer sobre Resultado da Promoção “Por que ler devia ser proibido?”
    • Marina Garcia sobre Eu, Sidney Sheldon e meu amor por livros!
    • Marina Garcia sobre Resultado da Promoção “Por que ler devia ser proibido?”
  • Categorias

    • bandas e músicos
    • Boa leitura
    • Crônica
    • Curiosidades
    • Destaque
    • Dica
    • Do livro para cinema
    • Entrevista
    • Eventos
    • Excelentes
    • Língua estrangeira
    • Mais vendidos da Semana
    • Melhores
    • Mercado
    • Muito perigoso!
    • Pesquisa
    • Promoção
    • Ruins
    • Vídeo
  • Ganha pão

  • FeedBurner

    Cadastre seu e-mail e receba novos posts:

    Entregue por FeedBurner

  • Mais ganha pão

2007 © Luciano Midlej & Filipe Bezerra. Todos os direitos reservados.