Junho 30th, 2009 Marina Garcia
O livro Travessuras da Menina Má conta uma história de encontros e desencontros entre dois amantes através de quatro décadas, ao mesmo tempo em que traça um panorama de transformações sociais e políticas ocorridas na Europa e na América Latina.
Mario Llosa escreve uma história de amor, um amor moderno, condicionado pelo mundo em que vivemos e que está muito mais próximo da realidade do que os amores românticos da literatura. Uma leitura que me lembrou muito o filme Closer – Perto Demais, justamente pela desmistificação do amor.
Logo no início, conhecemos o jovem Ricardo Somocurcio, nos anos 50, em Lima - Peru, e a estonteante e misteriosa “chilena” Lily. Ricardito se apaixona na mesma hora, mas depois de descobrir que, na verdade, ela é peruana e de origem humilde, ele a perde de vista.
Passa o tempo e o jovem peruano vê realizado o sonho que sempre alimentou: o de viver em Paris, mas ainda assim não consegue esquecê-la.
Ricardo se torna um intérprete da ONU sem grandes ambições, e Lily uma mulher aventureira e manipuladora que vive mudando de nome e de marido conforme as conveniências.
Os dois se reencontram ao longo da vida, em diferentes momentos e em várias cidades do mundo (na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos; e na Madri em transição política dos anos 80).
Lily sempre aparece para tumultuar a vida do seu eterno apaixonado, e Ricardito, o Bom Menino, mesmo sempre prometendo não cair mais em seu joguinho, sempre se deixa seduzir.
Uma paixão arrebatadora, que mexe com os sentimentos do leitor. Uma hora odiamos a menina má, em outras torcemos desesperadamente por ela.
Acho que todas as mulheres gostariam de ter o poder de sedução que possui a menina má e desejariam encontrar o seu bom menino.

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Março 27th, 2009 Marina Garcia
“O ser humano morre não quando seu coração deixa de pulsar, mas quando de alguma forma deixa de se sentir importante. Aprenda que uma pessoa pode ferir seu corpo, mas jamais poderá ferir sua emoção, a não ser que você permita”.
O Vendedor de Sonhos conta uma história inspiradora, nos faz refletir sobre a vida, a morte, e, principalmente, sobre a forma em que vivemos oprimidos pela ordem e pelos valores da sociedade moderna.
No livro, um professor universitário chega a exaustão de suas forças e está à beira do suicídio. Policiais e um renomado psicólogo tentam em vão impedir. Contudo, é um homem desconhecido e maltrapilho que o convencerá de desistir do ensejo. Este homem misterioso se intitula o Vendedor de Sonhos, e o convoca a vender sonhos para as pessoas garantindo que é isso que irá salvar a humanidade.
Assim, entramos na história de vez, através de grandes ensinamentos, muita beleza e emoção. No desenrolar da história o vendedor de sonhos vai ganhando vários discípulos, que estão dispostos a largar toda sua vida para seguir este homem que mal conhecem, mas ganha também inimigos, como a mídia e grandes empresas.
Na trajetória do vendedor de sonhos, os leitores irão rir, chorar, se emocionar e refletir. O autor, Augusto Cury, leva o leitor a um mundo ainda pouco conhecido para a maioria das pessoas, suas emoções e seus sentimentos e desejos.
É, com certeza, um daqueles livros que com certeza vale a pena ser lido mais de uma vez. Após o término da leitura, a única certeza que eu tive era de que nosso mundo realmente precisa de vendedores de sonhos! Recomendo a leitura, é certeza que você irá despertar para muitas sensações que estavam adormecidas. Leia, se encante, e torne-se um Vendedor de Sonhos!

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Janeiro 22nd, 2009 Marina Garcia
Não sei se foi o título, O Jogo do Anjo, que eu achei muito simplório, ou apenas por não ter lido nada a respeito dele antes, mas o fato é que algumas vezes entrei na livraria e minhas mãos passaram despercebidas pelo novo livro de Carlos Ruiz Zafón.
Quando o comprei, ainda assim, o fiz como segunda opção, já que não havia encontrado o que realmente estava procurando e não quis sair de mãos vazias. Ansiava por ler algum livro antes que minhas férias acabassem.
Para minha maravilhosa surpresa, o livro é MUITO bom. Um suspense do início ao fim, que quanto mais você tenta descobrir o que está para acontecer, mas surpreendente é o desfecho do enredo. Uma história sobre amor, amizade e, sobretudo, uma história sobre livros, para quem lê, para quem escreve e para quem vive deles.
David Martim, o jovem narrador e protagonista do romance, é um escritor desiludido, carente de dinheiro e carinho, que passa por diversas provações em sua infância, desde a morte de seu pai ao seu primeiro texto publicado no jornal. Morando em um casarão misterioso, gravemente doente e com a vaidade abalada, permite então que seu “amigo misterioso” Andréas Corelli entre em sua vida, com uma proposta que mudará o rumo das coisas: um livro sob encomenda, uma nova religião.
Aos poucos, no entanto, Martim descobre que o “anjo” esconde mistérios muito perigosos e acaba se envolvendo em uma trama de assassinatos e clima sobrenatural.
Enquanto Martim tenta sair da cilada em que se meteu, vamos conhecendo alguns personagens encantadores, como a jovem Isabella, menina forte e dedicada que quer ser sua assistente e o querido Sr. Sempere, amigo e dono da livraria Sempere e filho, na qual Martim tem seu primeiro contato com o mundo dos livros, e que o permite conhecer o mágico Cemitério dos Livros Esquecidos.
O livro foi uma surpresa tão grande para mim e me agradou tanto, que já comprei A Sombra do Vento, do mesmo autor, e começo a ler ainda essa semana. Quem gosta de livros, principalmente de escrever, um bom suspense e histórias de paixão e amizade, não deixe de ler O Jogo do Anjo, prenderá sua atenção do início ao fim.

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Setembro 19th, 2008 Marina Garcia
Acabei de devorar as páginas do livro A Montanha e o Rio do escritor Da Chen e ainda estou impressionada com a qualidade do texto, com a leveza da escrita e com toda a emoção que pude sentir ao lê-lo.
Um livro que nos prende do início ao fim, numa narrativa emocionante, cheia de amor, mistério, tramas e conflitos.O livro conta a linda e trágica história de dois jovens ligados por laços de sangue, separadas pelo destino e crescendo como completos estranhos. É através saga de cada um deles em busca da sobrevivência e o amor por uma única mulher que a vida deles começa a se cruzar novamente ao passo em que avançamos nos capítulos, conhecendo mais sobre a história da China, e entrando de vez nessa trama. É difícil parar de ler. Assim como os personagens vão ganhando força e têm sede de sobrevivência, temos vontade de ler mais rápido e saber onde vai acabar.
Agora, então, após toda a mídia que a China teve por causa das olimpíadas, é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais sobre sua história e ao mesmo tempo ler um emocionante Romance.

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Agosto 26th, 2008 Marina Garcia
Eu não podia deixar de falar aqui sobre Sidney Sheldon, meu autor preferido, e um dos grandes responsáveis pelo meu gosto pela leitura. Quando eu tinha ainda 15 / 16 anos li Conte-me seus sonhos, e a partir de então já li muitos outros livros dele. Foi quando eu realmente passei a ler e comprar livros. Se você queria me agradar, era só me dar um livro dele de presente.
Sidney Sheldon escreve com leveza, envolve o leitor na trama, as histórias são muito bem articuladas, e uma das coisas que eu mais gostava, os protagonistos são em grande maioria mulheres. Em 1969, lançou seu primeiro romance, A Outra Face e a partir daí escreveu diversos outros títulos de sucesso. Sidney Sheldon já vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. É o único escritor que recebeu quatro dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural americana: o Oscar (cinema), o Emmy (tv), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura) de suspense.
Abaixo fiz uma síntese dos livros dele que já li:
A Outra Face - Jud Stevens é um psicanalista que subitamente vê-se envolvido em uma sucessão de assassinatos que precisa desvendar. Entre os suspeitos estão uma atriz decadente e ninfomaníaca, um pai de família com tendências homossexuais, um empresário paranóico e uma jovem misteriosa. Além de uma história envolvente de mistério e suspense, “A outra Face” é um marco: trata-se da obra de estréia de Sidney Sheldon na literatura.
O Outro Lado da Meia-Noite - Conta a vida de duas mulheres Continue lendo »
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Agosto 15th, 2008 Antonio Martins
Parece uma contradição afirmar que pessoas em meio a bebedeiras, orgias, festas e saraus etílicos estão buscando a iluminação e elevação de seus espíritos. Mas os chamados vagabundos do Dharma não viam nenhum problema em guiar suas maltrapilhas existências em função disso.
Os Vagabundos Iluminados narra o encontro do jovem escritor Ray Smith com o fascinante Japhy Rider, um zen-budista estudioso das filosofias espirituais do oriente e praticante de montanhismo. No decorrer da história, a vida simples de Japhy, com pouco dinheiro e muita curtição e contemplação, apresenta a Ray uma nova perspectiva sobre as coisas e sobre a vida. Suas viagens, passeios e conversas retratam a coerência e a sabedoria louca de seus ideais.
O termo beat vem da palavra beatitude, que significa o pleno bem-estar espiritual, e por isso mesmo muitos consideram esse romance como sendo o que melhor retrata a geração beatinik. Os personagens, como não poderia ser diferente, são todos vagabundos que quebram com os padrões estabelecidos mas, desta vez, eles têm um propósito muito claro: a iluminação. A escrita rítmica de Kerouac está no seu auge, com diálogos insanos e narrativas que fluem no compasso quase que da oralidade. Vale a pena conferir o ícone de uma geração no melhor de sua essência.

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Agosto 2nd, 2008 Luciano Midlej
Não é um dos piores títulos que já encontrei num livro, mas tenho quer ser sincero e dizer que não gostei muito quando o vi pela primeira vez. Acabei comprando esse livro por ser de John Grisham, famoso escritor norte-americano que já teve muitas de suas obras levadas às telas dos cinemas em todo o mundo, como O Cliente e O Dossiê pelicano.
Quando comecei a ler o livro numa viagem de avião para São Paulo - queria passar o tempo, pois tinha escala no RJ -, descobri que o conteúdo do livro era muito melhor do que a capa. Como a viagem levou incríveis 4H30, acabei lendo-o quase todo dentro do avião.
A história é sobre um jogador de futebol americano que numa final de campeonato acaba prejudicando seu time. Depois disso ele não consegue nada dentro do mercado esportivo estadunidense e acaba indo jogar na terra das pizzas: a Itália. Não vou contar mais. Leiam o livro, vale muito a pena. Um texto leve, descontraído e que mostra muitos costumes e comidas dos italianos.

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Julho 7th, 2008 Marina Garcia
Khaled Hosseini acerta mais uma vez ao escrever o segundo livro, A Cidade do Sol.
Se no primeiro livro, O Caçador de Pipas, ele abordou o universo masculino, agora Hosseini volta os olhos para as mulheres. Talvez seja por isso que gostei ainda mais que o primeiro.
Mais uma vez ambientando no Afeganistão, o livro narra a vida de duas mulheres, Mariam e Laila, que apesar de terem sido criadas de forma completamente diferente (Mariam é filha de uma criada com um rico proprietário, que não a reconhece perante a sociedade e Laila é filha de um professor que a incentiva a estudar e ter o seu lugar no mundo, não apenas ser esposa e mãe) acabam tendo suas vidas unidas no mesmo drama.
Ao passo que vamos conhecendo a luta dessas duas mulheres, seus temores, dificuldades e a linda relação que pode surgir meio ao caos que lhes rodeia, vamos também conhecendo um pouco mais da história desse país, conhecendo a visão dos afegãos sobre as guerras e invasões que estamos acostumados apenas a ver nos telejornais.
Uma história bela, de leitura fácil e prazerosa. Quem gostou de O Caçador de Pipas não pode deixar de ler.
Assim como o primeiro livro de Hosseini, A Cidade do Sol também vai parar no cinema. Agora é só aguardar a produção, com estréia prevista para 2009.

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Junho 12th, 2008 Camilo Lobo
Bom, aproveitando o gancho da postagem do Lucas e o posterior comentário do Gabriel, vamos falar de outro livro do Daniel Galera: “Dentes Guardados”, um livro de contos lançado pela Livros do Mal que antecede o “Até o dia em que o cão morreu”.
Foi meu primeiro contato com o trabalho do Daniel (obrigado a Gabriel Torres por isso) e fiquei impressionado. Realmente muito interessantes cada uma das histórias, com suas intenções definidas e instigantes. “Matei” o livro em um dia mesmo, afinal não são muitas páginas – vá por mim, esse livro vai prender você.
Pra variar, assim como o outro livro que recomendei (“The Psychedelic Experience”, numa postagem abaixo), esse livro está disponível gratuitamente aqui.

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Junho 12th, 2008 Wagner Martins
“Ressurreição” foi uma obra bem recebida pelo público e pela crítica da época. Machado de Assis ainda vivia quando foi lançada sua segunda edição (1905). Nas duas edições ele escreve uma “advertência”. Na primeira advertência Machado escreve: “Não sei o que deva pensar deste livro; ignoro sobretudo o que pensará dele o leitor. A benevolência com que foi recebido um volume de contos e novelas, que há dois anos publiquei, me animou a escrevê-lo. É um ensaio. Vai despretensiosamente às mãos da crítica e do público, que o tratarão com a justiça que merecer” . De ensaio, “Ressurreição” não tem nada, afinal, já nesse primeiro romance estão os traços de sua maneira de escrever definitiva. Na advertência da segunda edição, o escritor escreve apenas: “Este foi o primeiro romance, escrito aí vão muitos anos. Dado em nova edição, não lhe altero a composição nem o estilo, apenas troco dois ou três vocábulos, e faço tais ou quais correções de ortografia. Como outros que vieram depois, e alguns contos e novelas de então, pertence à primeira fase da minha vida literária”.
O enredo do livro é simples, conta a história do Dr. Félix, um solteirão de 36 anos que, apesar de não acreditar no amor, se apaixona por uma viúva, a bela Lívia. O romance é, entretanto, atribulado devido ao temperamento desconfiado e inseguro de Félix.
Em “Ressurreição” o leitor também encontra o artifício narrativo que aparece nos demais textos de Machado: a intimidade do narrador com o leitor. Observe o trecho da página 54: “Aqui podia acabar o romance muito natural e sacramentalmente, casando-se estes dois pares de corações e indo desfrutar a sua lua-de-mel em algum canto ignorado dos homens. Mas para isso, leitor impaciente, era necessário que a filha do coronel e o Dr. Meneses se amassem…”. É, sem dúvida, o Machado que nos encanta e seduz. Leitura imperdível para quem já conhece ou não o escritor.
O final? Só mesmo lendo o livro para descobrir.

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