Ler Devia Ser Proibido

Ostra feliz não faz pérola

Junho 3rd, 2008 Wagner Martins

Sou apaixonado por crônicas. Escrevo várias e leio muitas também. Meu cronista preferido? Rubem Alves. Então aproveito este espaço para vos indicar um maravilhoso livro de crônicas desse educador. O nome é: Ostra Feliz não Faz Pérola. É um livro sem começo nem fim, um livro de leitura gostosa, maravilhoso para ler debaixo da sombra de uma árvore, ou ler junto com quem amamos.

São crônicas sobre religião, amor, morte, velhice… Enfim, crônicas sobre nosso cotidiano. É uma maravilhosa oportunidade de conhecer o pensamento desse que é um dos maiores intelectuais do Brasil e também dar-nos uma chance de conhecer outros mundos e quem sabe fazer parte de algo diferente.

Um prato cheio para quem busca conhecer novos pontos de vista sobre a vida.

“Ostras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade.”

Postado em Boa leitura | 4 Comentários »

Emoção, coragem, lealdade e honra num romance de tirar o fólego!

Junho 3rd, 2008 Luciano Midlej

Quando apareceu na mídia pela primeira vez, despertou meu interesse em ler o livro, e a cada página que eu o devorava, ele me devorava também. Eu não podia simplesmente viajar e deixar a leitura para mais tarde, não podia ir à praia e parar algumas horas de ler. O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini, me consumia e me emocionava a cada virada de página.

O romance conta a história de uma amizade entre duas crianças no Afeganistão, Amir e Hassan. O primeiro é rico, educado, a mãe morre ao dar a luz e por isso sente-se rejeitado pelo pai, assim procura constantemente sua aprovação. Hassan é filho do empregado, é de etnia diferente e descriminada no país, não sabe ler nem escrever, mas possui coragem digna de herói e respeito e adoração pelos seus patrões.

No início do romance, Continue lendo »

Postado em Boa leitura, Do livro para cinema | 14 Comentários »

Um romance para quem tem pulso forte!

Maio 26th, 2008 Luciano Midlej

Em Diário do Farol, de João Ubaldo Ribeiro,  um padre rancoroso, com muitos traumas de infância, sedento por vingança e por transferir sua dor a outros, ao final de sua vida, procura dar um sentido a suas ações narrando suas memórias, em uma ilha abandonada, com um Farol (ótima metáfora usada para a Luz e redenção, mas que o próprio personagem apelida de Lúcifer).

Demonstra bem friamente as maldades (acho que maldade é até uma palavra muito boa para demonstrar suas ações) realizadas pelo protagonista. No início da leitura, confesso ter tido pena do protagonista (o nome me foge a memória agora) e até procuro justificar alguns de seus atos, mas o livro chega a um ponto em que é realmente complicado ter qualquer simpatia pelo mesmo, para não dizer que passei a ter horror a ele.

Em minha opinião, a idéia era mesmo que o livro questionasse o bem o mal, a “moral” da sociedade, como o personagem faz durante toda a narração, se colocando acima desses conceitos e agindo completamente sem escrúpulos.

Recomendo a leitura! É, no mínimo, intrigante. Achei extremamente interessante e diferente dos livros que habitualmente costumava ler.

capa-farol

Postado em Boa leitura | 12 Comentários »

Mate-me Por Favor - Uma História Sem Censura do Punk

Maio 15th, 2008 Gabriel Oliveira

Escrita por Legs McNeil e Gilliam McCain, este livro - na verdade “livros”, pois está dividido em dois volumes – conta a história definitiva do Punk. Extremamente esclarecedora, a obra é obrigatória para os fãs de rock n’ roll ou para qualquer um que se interesse pelos movimentos culturais do século passado.

ramones e richard hell

Para a realização do livro, os autores fizeram centenas de entrevistas com os personagens que, naquele tempo e espaço, escreviam a história mesmo sem terem consciência disso. Lou Reed, os integrantes dos Ramones, New York Dolls, Richard Hell, Malcom McLaren, enfim, todas as pessoas chave para o Punk acontecer foram ouvidas – pelo menos as que ainda não haviam morrido.

A narrativa da obra é Continue lendo »

Postado em Boa leitura | 0 Comentários »

A origem dos nomes dos países

Maio 12th, 2008 Luciano Midlej

Você alguma vez já deve ter se perguntado por Áustria se chama Áustria, porque Paraguai se chama Paraguai, dentro outros nomes muito diferentes como Cazaquistão e até Zimbábue.

Para matar essa sua curiosidade, o escritor Edgardo Otero lançou o interessante livro A Origem dos Nomes do Países, após realizar uma pesquisa detalha - chegando até a descobrir a origem etmológica de alguns deles. No livro você também encontra cidades importantes da história como, por exemplo, Cartago.

Um ótima opção para quem é muito curioso!

 capa-livro-origem-nomes

Postado em Boa leitura | 0 Comentários »

FLIP 2008 acontece de 2 a 6 de julho

Maio 12th, 2008 Luciano Midlej

Um dos maiores festivais de literatura mundial, a Festa Literária Internacional de Paraty, que teve sua estréia em agosto de 2003, ocorrera esse ano entre os dias 2 e 6 de julho.

marca2

Sucesso comparado a outros como Harbourfront de Toronto, Festival de Berlim, Edimburgo, o FLIP a cada ano reúne autores famosos, tanto no cenário nacional quanto internacional. Nomes como Salman Rushdie, Ian McEwan, Margaret Atwood, Paul Auster, Anthony Bourdain, Jonathan Coe, Jeffrey Eugenides, David Grossman e autores nacionais como Ariano Suassuna, Ana Maria Machado, Milton Hatoum, Millôr Fernandes, Ruy Castro, Ferreira Gullar, Luis Fernando Verissimo já marcaram presença num desses 5 anos do FLIP.

A programação principal acontece na Tenda dos autores, mas lá tem espaço para escritores novatos e até espaço para crianças, como a Flipinha, onde jovens estudante de Paraty apresentam seus trabalhos inspirados no universo literário e podem assistir a palestrar apresentadas por autores convidados.

Crédito: Walter Craveiro

Se quiser saber mais sobre o festival acesse www.flip.org.br

Postado em Boa leitura | 0 Comentários »

Faça você mesmo

Maio 11th, 2008 Luciano Midlej

Li uma matéria muito interessante na edição nº. 13 da revista Exame PME escrito por Alberto Saraiva, fundador da maior rede de fast food árabe do mundo. Ele fala sobre uma grande dúvida que acomete os empresários na hora de realizarem um serviço ou produzir um produto. A pergunta á: melhor você mesmo fazer ou tercerizar?

Bem, segundo ele a melhor opção - se uma empresa quer ser líder de mercado - é ela mesma produzir. Saraiva é categórico, pois para ele se esse produto é vital para sua empresa jamais ele deve ser terceirizado. Ao terceirizar, você passa para outra empresa a responsabilidade sobre a qualidade e acaba ficando totalmente dependente dela. Já imaginou se algo vem errado? Ou, no caso dele, estragado ou com sabor alterado? A culpa não recai sobre a empresa terceirizada, o consumidor final culpa a empresa na qual ele adquiriu o produto/serviço.

genio

Ele dá alguns exemplos com a sua rede Habib’s: o queijo Continue lendo »

Postado em Boa leitura | 0 Comentários »

“Você está demitido!”

Maio 8th, 2008 Luciano Midlej

Com a volta do programa televisivo Aprendiz 5, Roberto Jusus mostra que além de ser um homem bem sucedido nos negócios é um razoável apresentador. Talvez não seja tão difícil assim, afinal ele não interpreta um personagem muito diferente da sua vida real. É apenas um patrão exigente que a cada programa tem o prazer - ou desprazer - de “demitir” um participante (já pararam para pensar como ele consegue demitir sem mesmo ter contratado? Isso que é empresário…).

Lendo Construindo uma Vida - Trajetória profissional, negócios e O Aprendiz ficamos conhecendo um pouco da vida desse profissional que é presidente no Brasil de um dos maiores grupos de comunicação do mundo. Ele fala do início, quando abriu sua primeira agência, até hoje como apresentador de O Aprendiz.

É um livro simples e direto. Bem diferente daquelas reuniões, ao final de cada episódio em “O Aprendiz”, quando Justus sempre - com uma postura e cara de almofadinha - dizia “você está demitido!”. Vale para quem sonha em se tornar um grande empresário.

capa

Postado em Boa leitura | 0 Comentários »

Borges e os Orangotangos Eternos

Abril 26th, 2008 Lucas Souto

Esse título estranho esconde um romance policial com o humor e leveza de Luis Fernando Veríssimo.

No livro o personagem “Vogelstein” é um solitário escritor em Porto Alegre que vive na traquilidade de quartos e bibliotecas, bem longe do que imagina em seus escritos. V. é também um admirador de Edgar Alan Poe e Jorge Luis Borges, dos quais toma referências em todo o enredo.

Vogelstein sai de sua pacata vida na capital gaúcha para um encontro de uma Sociedade Literária debatedora dos textos de Poe, chamada Israfel Society. Quando para “empolgação” geral de seus confrades ocorre um assassinato envolto em provas e circunstâncias policiais que poderiam inundar a Israfel Society com temas para discussão. Neste cenário, Vogelstein acaba por se aproximar da investigação do qual é sempre feito um contraponto por um virtual Jorge Luis Borges.

Não diria que apenas o final é empolgante, porque todo o livro tem um desenrolar envolvente. Uma boa leitura ganhadora do Prêmio Jabuti de 2001.

P.S. - No texto há um dialogo constante do narrador com Jorge Luis Borges deixando até o final ser escrito pelo argentino. Para mim ficou uma dúvida cruel se o livro foi realmente uma co-autoria de Veríssimo e Borges.Na capa do livro, o “Borges” título se confunde com o do autor, numa mistura de personagem e autor. E o próprio transcorrer do livro deixa essa dúvida. Ao fim essa dúvida aumenta quando assina Borges como “escritor-personagem”.

Porém a primera edição do romance foi impressa em 2000 e Borges morreu em 1986. É meio estranho que um livro com autores tão consagrados tenha demorado tanto para a primeira impressão. Pra mim, Veríssimo deve ter combinado com a família do falecido e ter escrito (de forma bem competente é claro) como Borges por licensa poética. Ou não.

Postado em Boa leitura | 0 Comentários »

Alice no País das Maravilhas

Abril 5th, 2008 Antonio Martins

Com certeza, Lewis Carroll não poderia imaginar que a história infantil contada à sua irmã em um passeio de barco chegaria tão longe. Mas a verdade é que as feéricas aventuras de Alice no país das maravilhas são mundialmente conhecidas e reconhecidas como um clássico da literatura mundial. Charles Lutwidge Dodson, verdadeiro nome de Carroll, foi um matemático apaixonado por fotografia e crianças. Filho mais velho de uma família numerosa, ele se divertia contando histórias para as irmãs e suas amigas, dentre elas Alice Liddell a inspiração para sua personagem.

No livro, Alice é uma garotinha de uns 6 ou 7 anos de idade que durante um passeio com sua irmã cochila e entra num sonho incrível. Tudo começa com a visão de um coelho branco falante que passa pela menina apressado. Curiosa, Alice acaba seguindo o coelho até um buraco no chão que, após uma demorada queda, a leva até um estranho mundo, onde coisas inimagináveis acontecem. Entre encolhimentos e crescimentos inesperados a garota se vê em meio a animais intrigantes, pessoas estranhíssimas e um caótico reino de cartas de baralho.

Alice in Wonderland

O livro é muito mais que uma simples história infantil e é fácil perceber o porquê da longevidade e fama dessa insólita aventura. A psicodelia dos acontecimentos nos faz rir de tão absurdas e não são poucas as teorias que buscam uma lógica por trás de tudo. As referências também são inúmeras nas artes como um todo, como por exemplo no vídeo de Shine on You crazy Diamond do Pink Floyd, no clipe Sunshine do Aerosmith e no filme Matrix. O surrealismo é realmente o ponto alto da obra e o fantástico jogo com as palavras é característica marcante do autor.

Talvez não haja realmente uma lógica no romance, e é justamente esse o segredo do fascínio que ele exerece. Muitas vezes tudo que queremos é estarmos em um mundo diferente que nada tenha de comum com a tradicional chatice da previsibilidade, e é pra lá que o sonho de Alice nos transporta, proporcionando uma boa oportunidade de reavivarmos em nossa consciência a importante pergunta de “Quão fundo você está disposto a ir na toca do Coelho”.

alice

Postado em Boa leitura | 3 Comentários »

« Próximos Posts
Posts Anteriores »

BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina

  • Posts Recentes

    • Destino: Inferno
    • Vampiros no Brasil!!!
    • Promoção: assine nossa RSS, mande sua resposta e concorra a prêmios! ATUALIZADO
    • História das prisões no Brasil
    • Purgatório
    • Um olhar britânico sobre a América
  • Comentários Recentes

    • Rômulo Ferreira sobre Entrevista exclusiva com Guiomar de Grammont
    • Auto Insurance Rate sobre Vampiros no Brasil!!!
    • Miriam de Sales Oliveira sobre Entrevista exclusiva com Guiomar de Grammont
    • Cícero Mendes sobre Uma obra aparentemente para crianças
    • Cícero Mendes sobre “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.”
  • Quantos assinam!

  • Ganha pão

  • Cadastre seu e-mail para receber nossos artigos:

    Entregue por FeedBurner

  •  Assine o RSS dos nossos artigos

     

     

    twt1

  • Assista ao vídeo que originou nosso blog

  • Estante de Livros

  • Categorias

  • Tags

    2ª guerra alemanha amar apresentação assassina auto-ajuda aventura beatles Camilo caça das bruxas comer conflito F1 festival fotografias fórmula 1 guerra hitler holocausto início judeu judeus lennon lista lista veja livros luta mais vendidos matar Melhores melhores livros mentes Mercado nazismo nazista oriental psicopatas racismo rezar rock sabedoria sucesso topo veja vida nova
  • QUEM ESCREVE

    • Quem escreve
  • A gente apoia:

    abre

2007-2009 © Luciano Midlej & Filipe Bezerra. Todos os direitos reservados.