Acabei de devorar as páginas do livro A Montanha e o Rio do escritor Da Chen e ainda estou impressionada com a qualidade do texto, com a leveza da escrita e com toda a emoção que pude sentir ao lê-lo.
Um livro que nos prende do início ao fim, numa narrativa emocionante, cheia de amor, mistério, tramas e conflitos.O livro conta a linda e trágica história de dois jovens ligados por laços de sangue, separadas pelo destino e crescendo como completos estranhos. É através saga de cada um deles em busca da sobrevivência e o amor por uma única mulher que a vida deles começa a se cruzar novamente ao passo em que avançamos nos capítulos, conhecendo mais sobre a história da China, e entrando de vez nessa trama. É difícil parar de ler. Assim como os personagens vão ganhando força e têm sede de sobrevivência, temos vontade de ler mais rápido e saber onde vai acabar.
Agora, então, após toda a mídia que a China teve por causa das olimpíadas, é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais sobre sua história e ao mesmo tempo ler um emocionante Romance.
O livro em questão (o da última postagem) era Memórias de Minhas Putas Tristes. Fiquei matutando sobre o comportamento do velho safado por uns meses. Enfim, nada de novo (sic), mas definitivamente interessante.
Pois é, vou recomendar um logo pra todo mundo ficar numa relax (não é o livro do Tim Maia): The Psychodelic Experience, do insaníssimo Timothy Leary. Pra quem não conhece, ele não é um remanescente da geração hippie, doidão preguiçoso e sem futuro. Na verdade foi um conceituado professor de Harvard que gostava de fazer Acid Tests dentro da universidade, dando LSD a quem quisesse comparecer aos shows do Grateful Dead. Os caras do The Doors de vez em quando apareciam por lá, mas isso nós vamos ver em outro texto.
O livro combina os resultados desses testes em Harvard, pesquisas em laboratório e estudos do Livro Tibetano dos Mortos. Mas o que diabos é esse livro dos Mortos? Pra quem conhece o mínimo (ou Sylvia Plath [Victoria Lucas para os íntimos]) com certeza já se interessou em comprar/baixar o livro. Trata-se da filosofia tibetana e fala de todos os estágios da morte, seja ela do corpo ou da mente, mostrando as etapas do processo de subversão de valores, conceitos e o que mais combinar com seu conteúdo exotérico.
O livro é mais do que uma referência, é um guia para se ter caso queira participar de uma experiência psicodélica. Calma, falo também das experiências religiosas envolvendo o Chá de Ayhuasca (Santo Daime) e de todas as substâncias psicoativas.
Mas você nao vai encontrar o livro em português na Saraiva. Talvez em inglês, pois o mesmo não tem tradução oficial. Massssssss…
A tradução não oficial já existe na internet, nesse endereço: http://www.experienciapsicodelica.kit.net/
Sugiro imprimir e colocar na estante para eventual leitura.
O interesse pela leitura pode surgir de muitas formas. Eu gosto muito de desenhar - apesar de ter diminuido muito meu ritmo de ilustrações hoje em dia - e sempre devorei histórias em quadrinhos (as do Tio Patinhas sempre foram as minhas favoritas!). Dos quadrinhos para os livros foi um pulo.
Lendo o jornal A Tarde, encontrei um texto de Gabriel Guimard - que é ator, mímico, palhaço, diretor de teatro, pesquisador das artes para infância e está enveredando na escrita agora - muito interessante. É uma história muito curiosa, além digamos um tanto quanto “dolorosa” sobre o começo do interesse pela leitura. Preferi não comentar o texto dele, então pedi ao próprio autor para publicar, na íntegra, aqui no blog . Fique a vontade para ler e deixar seu cometário!
“Hoje eu vou contar um segredo: como comecei a gostar de escrever e ler. Quase dois anos atrás, o que poderia ter sido um problema, transformou-se em um presente. Parece estranho o que vou dizer, quebrei as duas pernas!
Subindo em uma mangueira que ficava no quintal da vizinha para apanhar suculentas mangas. Na pressa para descer, com as mãos, bolsos e mochila cheios de mangas, lá vou eu mangueira abaixo. Aaaaaaa…cataplum! Dos males o menor, só duas pernas quebradas… Ui! Aquela correria de outros vizinhos que chamaram minha mãe, choradeira, dor, ui! Ui! Hospital, ai! Ai! Gesso, ui! Ai! Finalmente, calmaria à noite. Depois de muita conversa, ainda choradeira da minha mãe, tive um pensamento de felicidade: vou ficar um mês sem ir à escola. Vou ver televisão, comer biscoito, dormir e ver televisão e comer biscoito e dormir.
Segundo o site G1, a pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro revelou que 39% dos 95,6 milhões de leitores de livros nosso país estão na faixa etária de 5 a 17 anos e outros 14% possuem entre 18 e 24 anos. O estudo também mostrou que os leitores mais jovens são os que mais lêem.
“Retratos da Leitura do Brasil“, que pesquisou o comportamento, gosto e preferência dos leitores, aponta ainda que enquanto 90% dos adultos leitores com mais de 40 anos de idade preferem ler em locais silenciosos, muitos jovens com idade entre 10 e 17 anos dizem que gostam de ler ouvindo música ou ao mesmo tempo em que assistem à TV.
Na hora de escolher de um livro para ler, 63% das pessoas responderam que o tema é o fator mais importante; 46% disseram que é o título do livro, seguido da indicação de outras pessoas. Com relação ao melhor lugar para ler, a maioria dos leitores entrevistados (86%) prefere ler livros em casa e 12% na biblioteca.
Particularmente, achei a porcentagem de pessoas na biblioteca muito pequena.
Parece mentira, mas é a pura e triste realidade brasileira. Entre os estudantes, apenas 1,7 livro é lido por vontade e escolha própria. Segundo o site Amigos do Livro, são alguns dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura realizada pelo o Instituto Pró-Livro.
Revela também que, quando subimos a classe social do estudante leitor, a quantidade de livros lidos por vontade própria aumenta (ufa!). Entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, por exemplo, são 5,3 livros por ano - não considerando os didáticos. É um índice próximo dos registrados em países como Espanha (com média de 5 livros por ano), nossos visinhos argentinos (com 5,8) e na França - com mais de 7.
Um constatação péssima é que na região norte do Brasil, o estudante praticamente só lê o que a escola pede.
Estudo elaborado pelo Instituto Pró-Livro, chamado de Retratos da Leitura no Brasil, revela análises muito interessantes sobre os hábitos de leitura dos brasileiros. A pesquisa revelou que as mulheres lêem mais que os homens, e mostra que população está acostumada a dedicar pouco - ou até nenhum - tempo a leitura de livros. Do total de entrevistados, os que responderam serem leitores eram 55% do sexo feminino, além de ser o público maior em quase todos os gêneros da literatura. Os homens lêem mais apenas sobre temas como política, história e ciências sociais.
Ainda segundo o estudo, a Bíblia é o livro mais lido (para mim não foi surpresa!) pela população brasileira - 43 milhões de pessoas já a leram, dos quais 45% afirmaram fazê-lo com freqüência (?!). O que me surpreendeu foi o segundo colocado, o livro “O Sítio do Picapau Amarelo“, de Monteiro Lobato, que também foi apontado como o escritor mais lido no Brasil (nessa lista pela ordem temos: Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis).
Espero que essa pesquisa traga soluções para o problema de leitura no nosso país! E quem diria, Jorge Amado na frente de Machado de Assis… Bem, Paulo Coelho já era de se esperar - alguém sabe a magia para poder vender tanto?!
A Saraiva pretende, em 14 meses, aumentar a rentabilidade das lojas Siciliano. Para isso, o grupo prepara-se para unificar as bandeiras Saraiva e Siciliano, segundo informou, ao Gazeta Mercantil, o diretor financeiro da Saraiva, João Luís Hopp. Para ele, a tendência é de haver a unificação das marcas, exceto em casos específicos como Brasília e Fortaleza, regiões onde a Siciliano é a bandeira dominante.
O piloto do projeto será a loja Siciliano do Shopping Jardim Sul, em São Paulo, que se tornará Saraiva. Caso essa experiência dê retorno, será implantada nas outras unidades da rede Siciliano. Fazendo isso, um novo portfólio de produtos como livros importados, cds, dvds - além de informática e eletrônicos - fará parte do leque de opções para os clientes.
Acredito que esse mudança foi muito boa, pois há um bom tempo a Siciliano estava caindo em qualidade. Enquanto as outras lojas se modernizavam e procuravam aumentar o número de produtos a disposição dos clientes, ela remava contra a maré. Que tudo de certo, pois quem mais tem a ganhar são os clientes-leitores!
Mais uma global no caminho literário. Dessa vez foi a atriz (e agora escritora!) Maitê Proença.
Quem se aventurar a ler “Uma Vida Inventada” deixe aqui seu comentário, por favor. Ingredientes como sexo, amor, drogas, busca espiritual e um drama na família - quando era criança, ela teve a mãe assassinada pelo pai por adultério - fazem parte de uamreceita que vende bastante e aguça a curiosidade. Foi a própria Maitê Proença que escreveu o livro.
Ela já marcou ponto com sua obra. Um escrito famoso, o angolano Jose Eduardo Agualusa, disse que a história da vida dela desmoralisa qualquer ficção. Veja a entrevista. É interessante…
São 600 páginas que prometem muito falatório nesse ano. Segundo a Revista da Semana, em 9 de julho chegam as livrarias de todo o país - e em mais 40 países - os primeiros exemplares do livro O Mago, de Fernando Morais. Uma biografia de ninguém menos do que o mais famoso “mago” dos livros Paulo Coelho.
Num livro repleto de fatos curiosos da vida de Coelho, é um lançamento que promete movimentar o mercado editorial. O mago-escritor terá um de seus livros - o mais famoso, O Alquimista - transformado em filme por Lawrence Fishburne. O Mago traz passagens pela vida de Coelho que envolvem magia, sexo e até o capeta. Um curiosidade de sua carreira é que ele alcançou a astronômica marca de 100 milhões de livros vendidos e é o autor vivo mais traduzido de todo o planeta.
Bem, eu nunca tive vontade de ler seus livros, mas quem sabe leio a biografia. Não prometo, claro!
Li nessa semana uma matéria, na Revista da Semana, intitulada de “Imprudência e insensibilidade”. A matéria se referia ao acordo entre os sete países de língua portuguesa para mudanças ortográficas. A matéria trazia um texto do romancista luso Duarte Afonso, que se mostrava indignado com as novas mudanças da gráfia que procuravam aproximar o português escrito entre esse grupo de países.
Abaixo, uma parte do texto - escrito no português de Portugal - publicado no Jornal da Madeira, de Portugal, mostrando o quanto indignado estava o escritor:
“Se analisarmos à luz da verdade e da justiça, o que se está a passar com o acordo ortográfico, facilmente chegamos à conclusão que o rei ainda não vai nu, mas vai muito mal ataviado.
Como se isso não fosse suficientemente triste e preocupante, o governo, que devia zelar pela sua imagem e pelo seu bem-estar, numa imprudência de bradar ao céu, apressa-se a despi-lo por completo na Assembleia da República.
E tanto assim é, que o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, há dias, “afirmava que era (prioritário) o agendamento na Assembleia da República da proposta de resolução do Governo, para a ratificação do acordo ortográfico pelo Estado Português”.
Prioritário porquê? Se o acordo foi assinado em 1990 e os Governos anteriores não lhe deram nenhuma prioridade para que fosse ratificado, porquê tanta pressa agora?(…)”.
Me parece um manifesto de uma pessoa centrada em seu país, não aberto a mudanças e, principalmente, contrariado por mudanças que sejam causadas em sua língua pátria por um país que ele - como muitos outros - deve julgar como “inferior”, subdesenvolvido. Eu sinceramente mudaria o nome de nossa língua, e passaríamos a falar “Brasilês” (seria assim? Por favor, me corrija se eu estiver errado!). Temos que lembrar que nossa língua é um mistura de outras línguas - indígenas, africanas, além de outras européias - e não estamos presos apenas ao “intocável e puro” português dos portugueses.
Tenho pena desse português, mas fico feliz por ele estar em Portugal. Ele não merece nosso Brasil.