Agosto 26th, 2008 Luciano Midlej
Eu não podia deixar de falar aqui sobre Sidney Sheldon, meu autor preferido, e um dos grandes responsáveis pelo meu gosto pela leitura. Quando eu tinha ainda 15 / 16 anos li Conte-me seus sonhos, e a partir de então já li muitos outros livros dele. Foi quando eu realmente passei a ler e comprar livros. Se você queria me agradar, era só me dar um livro dele de presente.
Sidney Sheldon escreve com leveza, envolve o leitor na trama, as histórias são muito bem articuladas, e uma das coisas que eu mais gostava, os protagonistos são em grande maioria mulheres. Em 1969, lançou seu primeiro romance, A Outra Face e a partir daí escreveu diversos outros títulos de sucesso. Sidney Sheldon já vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. É o único escritor que recebeu quatro dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural americana: o Oscar (cinema), o Emmy (tv), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura) de suspense.
Abaixo fiz uma síntese dos livros dele que já li:
A Outra Face - Jud Stevens é um psicanalista que subitamente vê-se envolvido em uma sucessão de assassinatos que precisa desvendar. Entre os suspeitos estão uma atriz decadente e ninfomaníaca, um pai de família com tendências homossexuais, um empresário paranóico e uma jovem misteriosa. Além de uma história envolvente de mistério e suspense, “A outra Face” é um marco: trata-se da obra de estréia de Sidney Sheldon na literatura.
O Outro Lado da Meia-Noite - Conta a vida de duas mulheres Continue lendo »
Postado em Boa leitura, Dica | 7 Comentários »
Agosto 25th, 2008 Luciano Midlej
Uma entrevista muito interessante foi publicada em 23/08/2008, no caderno Cultura do jorna A Tarde, com Rodrigo Moraes - mestre em Direito Privado e Econômico e pós-graduado em Direito Civil - sobre Direito Autoral e o lançamento de seu livro Os direitos morais do autor, pela editora Lumen Juris.
O livro de Moraes, segundo ele mesmo, é a segunda obra referente a esse tema na história do Brasil. A primeira data de 1930 - escrita pelo jurista Philadelpho Azevedo - já desatualizada e fora de catálogo. Moraes conta que só encontrou esse livro na biblioteca do Senado Federal.
Moraes afirma que muitas vezes apenas as questões de aspecto econômico são discutidas, e outras importantes como a salvaguarda da dignidade do autor são deixadas de lado. Ele cita um exemplo interessante de Tim Maia, que lançou dois discos, na década de 70, referentes a uma ceita denominada Cultura Racional. Tempos depois, o próprio Tim se decepcionou com o líder da ceita e proibiu durante toda a sua vida que esses dois dois fossem novamente lançados. Mas, em 2006, ou seja, depois de sua morte, os discos acabaram relançados.
Outros assuntos também são abordados como textos na internet, “xerox” de livros inteiros e até casos de paráfrases. Os direitos morais do autor é um livro interessante para os profissionais e estudantes de direito e, principalmente, para autores que precisam conhecer um pouco mais dos meios legais para proteger suas obras e cobrar duramente de quem as desrespeita.
Postado em Destaque, Dica | 0 Comentários »
Agosto 20th, 2008 Luciano Midlej
Talvez eu esteja muito atrasado, mas - antes tarde do que nunca - descobri hoje algo muito interessante relacionado à leitura chamado bookcrossing.
Bem, para quem não sabe, mas ficou curioso, o bookcrossing é um conceito que surgiu há alguns anos nos Estados Unidos com o objeto de incentivar à leitura. Como? Uma pessoa pega um livro - que já leu e provavelmente ficaria guardado numa prateleira em sua casa - e deixa em algum lugar público (por exemplo um Café, um banco de praça, ônibus etc) com um bilhete, para que outra pessoa o encontre, leia-o e depois faça a mesma coisa.
Um forma bastante criativa de incentivar à leitura! O objetivo maior é fazer do mundo uma grande biblioteca. No Brasil temos uma comunidade no Orkut com mais de 4 mil membros. Tem um site internacional, onde quem gostou da idéia pode ficar sabendo um pouco mais.
Vamos lá! Faça uma força para libertar um (ou vários!) livro guardado na prateleira e espalhe essa iniciativa.
Postado em Dica | 2 Comentários »
Agosto 15th, 2008 Lucas Souto
Este livro que vos indico é um best-seller corporativo e vem adquirindo quase que o peso de “Arte da Guerra” no mundo empresarial. Alguns motivos ajudam nesse fenomeno:
- O livro analisa o pensamento de Warren Buffet, o mais rico e bem sucedido investidor da era moderna.
- Seu texto é no estilo de “pílulas de sabedoria orientais”. O autor pinça frases e observações desse mega investidor e colocar em verdades filosóficas, financeiras e até de nível pessoal.
Com esse dois pontos bem trabalhados no livro já vale a pena ler para repensar as formas de obter riqueza material. Porém além desta óbvia constatação, percebe-se que o personagem trabalhado (Buffet) para chegar aonde chegou tem mais do que seu enorme patrimonio. Buffet é rico de idéias, e idéias simples não tão dificéis de serem adaptadas a nossas vidas.
O pensamento dele foge todo o tempo da riqueza fácil. Para o homem mais rico do mundo a sua carteira de investimento envolve empresas do qual ele tenha um domínio dos balanços de contabilidade sólidos, perspectivas de mercado, tradição e ética empresarial. Com esses princípios básicos ele escolheu onde colocar seu dinheiro, e assim obteve exito. Ele não acredita em milagres: acredita em trabalho, boa análise da empresa e saber o momento correto de comprar e vender suas ações.
O pensamento “buffetiano” também ensina que devemos nos relacionar com pessoas éticas, e não perder tempo com atividades que não tragam prazer.
Outros dicas desse sóbrio milionário deixo para aqueles que se interessarem. Digo com bastante convicção, quem separar uma horinha para ler este livro, estará fazendo um bom investimento.

Postado em Dica | 0 Comentários »
Agosto 14th, 2008 Luciano Midlej
Em 1963, um desenhista argentino cria uma tira em quadrinhos para ser utilizada de forma publicitária nas vendas de eletrodomésticos de um empresa. Essa empresa, por sua vez, recusa o desenho. Essa é uma atitude que entrou para as “mancadas históricas”.
Estamos falando do surgimento de um dos personagens em quadrinhos mais conhecidos da América Latina: Mafalda. Criada por Quino - cujo nome verdadeiro é Joaquín Salvador Lavado -, essa personagem foi um sucesso durante décadas no mundo dos quadrinhos. Traduzida em diversas línguas (a primeira foi o italiano), é até hoje é uma personagem atual. Suas tiras de décadas atrás abordam assuntos que ainda são motivos de discussões. Como sempre, no Brasil tudo chega depois e só em 1981 temos a primeira publicação brasileira dessa figura pequenina e irreverente.

Mafalda possui uma legião de fãs até hoje - suas tiras pararam de ser publicadas em 1973. Vale a pena conferir e dar muitas risadas com essa personagem cativante. No livro Toda Mafalda - da primeira à última tira, publicação da editora Martins Fontes (minha edição é de 1991) você tem mais de 400 páginas do melhor humor em quadrinhos!
Postado em Dica, Excelentes | 2 Comentários »
Junho 26th, 2008 Luciano Midlej
Alguns livros me atraíram pela história, outros pela capa, outros li por causa de uma boa indicação… Mas O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne, me chamou a atenção pelo título curioso. Não tinha a intenção de ler durante o São João, mas ao fazer compras num mercado para as festas juninas, me deparei com o livro e fiquei instigada.
É um livro pequeno, muito agradável de se ler. Não gastei mais do que uma tarde com ele. Uma pena. Sempre fico triste quando os livros acabam.
Pensei muito sobre o que escrever sobre o livro e acho melhor não falar muito sobre ele. O Menino do Pijama Listrado é uma história que é melhor não saber detalhe algum antes de começar a leitura. Adianto apenas que há um menino de 9 anos inocente completamente alheio à sua realidade, uma mudança repentina que o deixa ávido por entender o que acontece a sua volta, uma cerca enorme e – lógico – um menino de pijama listrado.
O resto ficará por conta de quem ler o livro, que por sinal, também vai parar no cinema, com previsão de estréia no Brasil no início de 2009.
Leiam, vou esperar por isso para poder comentar mais detalhes do livro sem estragar o suspense.
• Curiosidade: Foi, durante um ano, o livro mais vendido na Irlanda.

Postado em Dica, Do livro para cinema | 9 Comentários »
Junho 19th, 2008 Luciano Midlej
O Carteiro e o Poeta, de Antônio Skármeta é um romance que narra uma linda e inusitada amizade entre um carteiro e o poeta Pablo Neruda. Na verdade, o livro acaba sendo uma espécie de biografia, ensaio, diário e romance, já que o próprio autor fala que ”Concretamente, devo a Neruda a perda da minha inocência”, num dos muitos momentos em que expressa sua admiração pelo poeta.
Mário Jimenez é um jovem morador da Ilha Negra, litoral do Chile, filho de um pobre pescador, mas que desde cedo demonstra sua inaptidão para esse tipo de trabalho, para dissabor de seu pai. Contudo, apaixonado por filmes, é o único morador letrado da ilha, e por isso, um dia toma a iniciativa de se oferecer para carteiro de sua localidade. Numa ilhota, povoada por pescadores analfabetos, o único cliente de Mário é o famoso poeta, que recebe uma enorme quantidade de cartas diariamente.
A relação entre os dois começa, por insistência de Mário, devido a uma admiração curiosa e pela insistência de que Neruda lhe dedique um livro. Com o decorrer do tempo, a interação entre os dois vai aumentando à medida que o poeta passa a dar conselhos amorosos e sobre a arte poética para que o jovem conquiste a mulher por quem é apaixonado.
Em minha opinião, há dois grandes momentos no livro. Quando Neruda explica ao carteiro o que é uma metáfora, e ao fazer isso, convida os leitores a ver poesia, beleza e, acima de tudo metáforas, em todos os lugares, até mesmo nos mais simples detalhes da vida. E, principalmente, quando Neruda pede ao amigo que grave os sons da ilha, para que o poeta mate a saudade durante sua estada na França. “Preciso desesperadamente de algo, nem que seja o fantasma da minha casa. A minha saúde não anda nada bem. Sinto falta do mar. Sinto falta dos pássaros. Mande para mim os sons da minha casa.”
É um livro belíssimo que fala sobre o amor e, principalmente, sobre a amizade. “O Carteiro e o Poeta” agrada pela sutileza das palavras e pela beleza da história. Vale a pena ler e a compreender o mundo com outros olhos, olhos cheios de poesia.
Para quem gosta de cinema, foi lançado em 1994 o filme nos cinemas. Não assisti, mas soube que é muito bom também.

Postado em Dica | 10 Comentários »
Junho 6th, 2008 Lucas Souto
O livro a ser comentado caiu em minhas mão de maneira distinta das 3 formas que normalmente escolho um livro:
- indicação de algum amigo(a) admirado(a);
- escolha pelo autor;
- escolha pelo assunto.
Desta vez escolhi após ler uma crítica positiva na mídia - geralmente não confio nas críticas - e me surpreendi com a qualidade da redação.
Daniel Galera é um jovem autor (1979), bacharel em Letras, criado em Porto Alegre (terra do fabuloso L. F. Veríssimo) e seu livro foi editado pela Companhia das Letras, o que em conjunto me animou a comprar o livro.
“Até o Dia em que o Cão Morreu” é um romance urbano do qual um jovem recém formado do curso de Letras (autobiográfico?) vive uma rotina entediante e sem grandes expectativas. Ele não dá importância a namorada e seus sonhos, tampouco compartilha com ela os mesmos. Ele literalmente morre a cada dia que vive. Seu cachorro pontua bem a sua vida e aparece como o “Mestre dos Magos” de caverna do Dragão - sem nenhuma razão de aparecer - ainda que obviamente não fale como o tagarela ancião.
O livro tem um certo teor de melancolia, por ora, animado pelos personagens rodeando o protagonista e sua narrativa é de uma fluidez absurda. Engraçado como ele não usa dois pontos e travessão, e possivelmente por isso a leitura sai fácil.
Um livro em que a forma vale ser observada mais que o conteúdo e que de forma alguma, isso torna um texto de menor valor.
Leiam. São apenas 100 páginas. Até hoje não achei ninguém pra poder conversar sobre o livro, quando você o fizer, mande-me um email.

Postado em Dica | 12 Comentários »
Junho 4th, 2008 Camilo Lobo
O livro em questão (o da última postagem) era Memórias de Minhas Putas Tristes. Fiquei matutando sobre o comportamento do velho safado por uns meses. Enfim, nada de novo (sic), mas definitivamente interessante.
Pois é, vou recomendar um logo pra todo mundo ficar numa relax (não é o livro do Tim Maia): The Psychodelic Experience, do insaníssimo Timothy Leary. Pra quem não conhece, ele não é um remanescente da geração hippie, doidão preguiçoso e sem futuro. Na verdade foi um conceituado professor de Harvard que gostava de fazer Acid Tests dentro da universidade, dando LSD a quem quisesse comparecer aos shows do Grateful Dead. Os caras do The Doors de vez em quando apareciam por lá, mas isso nós vamos ver em outro texto.
O livro combina os resultados desses testes em Harvard, pesquisas em laboratório e estudos do Livro Tibetano dos Mortos. Mas o que diabos é esse livro dos Mortos? Pra quem conhece o mínimo (ou Sylvia Plath [Victoria Lucas para os íntimos]) com certeza já se interessou em comprar/baixar o livro. Trata-se da filosofia tibetana e fala de todos os estágios da morte, seja ela do corpo ou da mente, mostrando as etapas do processo de subversão de valores, conceitos e o que mais combinar com seu conteúdo exotérico.
O livro é mais do que uma referência, é um guia para se ter caso queira participar de uma experiência psicodélica. Calma, falo também das experiências religiosas envolvendo o Chá de Ayhuasca (Santo Daime) e de todas as substâncias psicoativas.
Mas você nao vai encontrar o livro em português na Saraiva. Talvez em inglês, pois o mesmo não tem tradução oficial. Massssssss…
A tradução não oficial já existe na internet, nesse endereço: http://www.experienciapsicodelica.kit.net/
Sugiro imprimir e colocar na estante para eventual leitura.

Postado em Curiosidades, Dica | 5 Comentários »
Junho 1st, 2008 Luciano Midlej
Segundo o jornal A Tarde, a Secult lançará até dia 10 de junho, pela Fundação Pedro Calmon, três editais que totalizam um fundo de R$ 422 mil. É uma grande oportunidade para escritores e editoras realizarem seu projetos, que muitas vezes ficam parados por causa da falta recursos.
Cada editora poderá inscrever apenas um projeto. O objetivo é a edição de obras literárias ainda inéditas, estimulando a criação e difusão literária. O 1º edital, chamado de Pedro Calmon, conta com o montante de R$ 250 mil. O segundo com R$ 22 mil é voltado para o apoio à folhetos de cordel. O terceiro, com verba de R$ 150 mil é destinado às editoras baianas para edição de livros de autores baianos.
Os editais estarão disponíveis a partir do dia 10 desse mês através dos sites da Fundação Pedro Calmon e da Secult.
Postado em Dica | 2 Comentários »