Junho 2nd, 2009 Luciano Midlej
2ª Guerra Mundial. A Inglaterra, em 1942, ainda lutava para manter suas colônias no Oriente. Após um forte e destruidor ataque japonês em 1941, pouca esperança restou aos colonos. Os japoneses ameaçavam a Austrália, dominavam o Pacífico e já beiravam a fronteira da Índia, a joia da coroa, para onde as tropas inglesas haviam recuado. Finalmente, em dezembro, os ingleses lançaram um ataque, conhecido como a ofensiva de Arakan, que durou até maio, e foi um estrondoso fracasso.
A história dos chindits começa em fevereiro de 1942. O livro O menino de Burma, do autor Biyi Bandele, conta uma parte do que foi a guerra, em 1944, entre os japoneses e os leais súditos africanos do Kingi Joji (o rei dos chindits). Bandele é filho de “um menino de Burma”, que cresceu ouvindo as histórias que o pai contava e, na vida adulta resolveu escrever sobre o assunto. Para tal, além de muita pesquisa, ele entrevistou outros ex-combatentes.

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Maio 31st, 2009 Luciano Midlej
Um dos maiores genocidas do século XX possuía três bibliotecas particulares - em Berlim, Munique e em Obersalzberg, nos Alpes bávaros - com quase 16 mil volumes. Hitler tinha coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller e Kant. Outros livros sobre misticismo racial também despertavam a atenção desse leitor assíduo, que se gabava de ler pelo menos um livro por dia.
O autor Timothy W. Ryback destaca os livros que influenciaram o ditador nazista na escrita de Mein Kampf enquanto esteve preso em Landsberg, depois do frustrada tentativa de assumir o poder em 1923. Além disso, curiosos volumes presenteados por seus bajuladores, trechos assinalados pelo próprio Hitler nos livros ou detalhes até estranhos como a presença física do ditador num fio de cabelo encontrado em meio às páginas envelhecidas.
Foram oito dedicados anos de pesquisa em coleções públicas e particulares nos Estados Unidos e na Europa, que possibilitaram o autor rastrear desde os livros lidos, nas trincheiras da 1ª Grande Guerra, pelo ainda anônimo cabo-mensageiro Hitler, até as últimas leituras consoladoras nos tristes e acuados dias finais no seu bunker, em 1945.
A Biblioteca esquecida de Hitler - Os livros que moldaram a vida do Führer entra para minha lista do livros que tenho que ler em 2009. O trabalho de Ryback foi altamente elogiado por Ian Kershaw, o maior especialista em Adolf Hitler da atualidade.


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