Maio 31st, 2009 Luciano Midlej
Um dos maiores genocidas do século XX possuía três bibliotecas particulares - em Berlim, Munique e em Obersalzberg, nos Alpes bávaros - com quase 16 mil volumes. Hitler tinha coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller e Kant. Outros livros sobre misticismo racial também despertavam a atenção desse leitor assíduo, que se gabava de ler pelo menos um livro por dia.
O autor Timothy W. Ryback destaca os livros que influenciaram o ditador nazista na escrita de Mein Kampf enquanto esteve preso em Landsberg, depois do frustrada tentativa de assumir o poder em 1923. Além disso, curiosos volumes presenteados por seus bajuladores, trechos assinalados pelo próprio Hitler nos livros ou detalhes até estranhos como a presença física do ditador num fio de cabelo encontrado em meio às páginas envelhecidas.
Foram oito dedicados anos de pesquisa em coleções públicas e particulares nos Estados Unidos e na Europa, que possibilitaram o autor rastrear desde os livros lidos, nas trincheiras da 1ª Grande Guerra, pelo ainda anônimo cabo-mensageiro Hitler, até as últimas leituras consoladoras nos tristes e acuados dias finais no seu bunker, em 1945.
A Biblioteca esquecida de Hitler - Os livros que moldaram a vida do Führer entra para minha lista do livros que tenho que ler em 2009. O trabalho de Ryback foi altamente elogiado por Ian Kershaw, o maior especialista em Adolf Hitler da atualidade.


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Maio 18th, 2009 Luciano Midlej
Thomas Mann, entre 1940 e 1945 participou ativamente da luta com o ditador alemão Adolf Hitler. Escrevendo textos e lendo-os em alemão, a transmissão era feita pela rádio BBC inglesa. Foram 58 discursos que marcaram sua luta contra o nazismo que aterrorizava a Europa naquela década de 40. Mann perdeu sua nacionalidade e acabou exilado no Estados Unidos, de onde escrevia seus textos. Todos esses escritos agora podem ser conferidos em Ouvintes alemães, de Jorge Zahar, com tradução de Antonio Carlos dos Santos e Renato Zwick.
Vale conferir também algumas gravações no Youtube (se você entende alemão, claro!).

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Fevereiro 7th, 2008 Luciano Midlej
Um dos livros mais interessantes que li até hoje sobre a 2ª Guerra Mundial foi “No Bunker de Hitler - Os últimos dias do Terceiro Reich“, de Joachim Fest. Lembro que comprei esse livro após assistir ao filme “A Queda” com Bruno Ganz. Um filme detalhista, onde o protagonista parece realmente o Hitler de quem tantos livros falam.

É impressionante os rumos que a 2ª Guerra estão tomando nos seus últimos meses, e mais incrível é acompanhar as reações do ditador nazista diante de inúmeras situações adversas. Hitler se encontrava cada vez mais acuado e sem perspectiva de conseguir contornar o fracasso.
Protegido em seu bunker, o Führer vai perdendo aos pouco o controle da guerra e com o passar dos dias o exército alemão está sendo empurrado rapidamente para capital Berlim. Independente disso, ele não desiste de lutar - o que estava levando seus soldados a morte sem nenhuma chance de vitória.
Vale a pena ler o livro e assistir ao filme. E vale mais ainda refletir como o ódio racial e religioso pode levar milhões de pessoas a morte.

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Outubro 25th, 2007 Luciano Midlej
Autor fala da sua juventude hitlerista em livro de memórias
Fonte: Revista da Semana – 22/10/2007
O livro Nas Peles da Cebola, lançado em 2006, causou grande desconforto nos intelectuais da Alemanha que são engajados em revelar a brutalidade nazista na 2ª guerra. Principalmente porque ele acusou durante 60 anos o corpo político de não assumir coletivamente responsabilidade sobre a guerra. Grass admitiu que alistou-se de forma voluntária quando tinha apenas 17 anos. O Nobel de Literatura em 1999, por O Tambor, quando lhe é conveniente, apresenta o narrador como um adolescente que nada sabia e além de se recusar a ver o que acontecia naquele grave momento histórico.

Livro: Nas Peles da Cebola
Autor: Günter Grass
Editora: Record
Páginas: 420
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